Top 50 Álbuns Nacionais (20–11)

O penúltimo dia da nossa lista chegou e finalmente estamos nos aproximando dos álbuns mais bem classificados pelo time Água de Salsicha. Confiram abaixo os álbuns que ficaram entre os vinte melhores álbuns nacionais de todos os tempos:

20. Cabeça-Dinossauro (1986) — Titãs
Arnaldo Antunes, Branco Mello, Charles Gavin, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Tony Bellotto e Sérgio Britto. Os Titãs marcaram uma geração. Cabeça Dinossauro é o terceiro e o melhor álbum da banda, uma das maiores da história do rock nacional. O álbum vem em um conceito próprio, de rebeldia contra o sistema capitalista moderno, logo após dois integrantes da banda terem sido presos por porte de heroína. O álbum é um grito através de um rock essencialmente punk e letras rebeldes, melódicas, originais e pesadas. Destaques do álbum vão para “ Polícia”; “Cabeça Dinossauro”; “ Bichos Escroto”; “ Homem- Primata”; “ Família” ; “ AAUU “. Se você é fã de rock, precisa conhecer Cabeça Dinossauro. Imperdível.

19. Elis & Tom (1974) — Antônio Carlos Jobim e Elis Regina
Possivelmente o encontro dos dois maiores nomes da música popular brasileira. No auge da bossa nova, esse álbum representa não somente um revival de toda a musicalidade dos anos 50 como uma grande inovação no próprio gênero com os arranjos de César Camargo Mariano. Abrindo o disco, temos a canção “Águas de Março” considerada a segunda maior canção brasileira, perdendo apenas para “Construção” de Chico Buarque. Além disso, temos a incrível gravação de “Por Toda Minha Vida” somente com a voz de Elis acompanhada por uma orquestra. Com canções difíceis e memoráveis, o álbum foi o responsável por trazer Elis para o centro das atenções do cenário musical brasileiro ao lado do incrível Tom Jobim.

18. Krig-ha, Bandolo! (1973) — Raul Seixas
Um dos maiores ícones do Rock brasileiro, até mesmo quem não gosta sabe cantar pelo menos umas duas músicas. Krig- ha, Bandolo! já começa cheio de personalidade no título e tem clássicos como “Metamorfose Ambulante” e “Ouro de Tolo”. O álbum é responsável pela explosão de Raul nas paradas e mostrou pela primeira vez os elementos que estariam com o cantor até o fim de sua carreira.

17. Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo (1999) — Cássia Eller
Antes de Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo os discos da grande e inesquecível Cássia Eller tinham uma pegada mais roqueira, porém ao ouvir de seu menino, Chicão — hoje mais conhecido por aí como Chico Chico — que a mãe não cantava, mas que berrava as canções, Cássia apostou em um estilo diferente. Mais calmo e com produção de Nando Reis, seu eterno parceiro, o álbum foi um sucesso e eternizou canções na voz de Cássia para sempre nos ouvidos de toda uma geração. Algumas das canções do disco tiveram suas composições realizadas especialmente para Cássia, como “Gatas extraordinária” de Caetano e “Palavras ao Vento” de Marisa Monte e Moraes Moreira, já outras foram roubadas pela cantora para o seu disco, como “O Segundo Sol”, composição de Nando Reis. O disco é uma obra-prima e uma celebração à voz sobrenatural dessa cantora que nos deixou cedo demais.

16. A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu (1979) — Zé Ramalho

O álbum de Zé Ramalho de 1979 chegou ao público mais politizado que seu trabalho anterior. Já na capa do disco podemos notar a propostas de gerar incômodo do artista, ao posar ao lado do cineasta Zé do Caixão e da atriz Xuxa Lopes. Além de extremamente bem produzido, o disco contém canções que consagraram Zé Ramalho como o grande artista da música nordestina e brasileira que é. Em tempos de ditadura, canções como “Admirável Gado Novo” e a própria canção título do álbum destilavam críticas sociais. O disco ainda contém “Frevo Mulher”, música que o encerra e que é uma versão muito diferente da que estamos acostumados a ver em seus shows.

15. Cartola (1974)— Cartola
Um dos maiores, se não o maior, sambista de todos os tempos! Cartola! Um dos poucos que podemos chamar de Cartola da Mangueira ou Mangueira de Cartola cujo significado e peso são os mesmos. Em 1974, Agenor de Oliveira, o Cartola, lança seu primeiro álbum, homônimo ao sambista. Com grandes clássicos, ele desponta do mundo do samba para o resto do Brasil e para o mundo. Com canções como, “Tive Sim”, “Alvorada” e o hino “O Sol Nascerá”, o álbum se destaca como um dos maiores de todos os tempos. E, essa posição na lista, representa a importância para a música brasileira do samba de raiz… Raiz de Mangueira!

14. Tim Maia (1971) — Tim Maia
O segundo álbum de estúdio de Tim Maia é muito marcante por ser uma mistura entre o baião, o funk emergente americano e o soul. O Rei do Soul brasileiro, uma das vozes mais marcantes da nossa música, o Tião Maconha da Tijuca se notabilizou pela potência vocal e um carisma inigualável. Sua marca na cultura nacional é tão forte que hoje podem-se ler livros sobre Tim, assistir peças sobre Tim ou documentários e filmes globais sobre o astro. Nesse álbum ele nos apresenta clássicos como: “ A Festa Do Santo Reis”; “Não Quero Dinheiro(Só Quero Amar)”; “Não Vou Ficar”; “Você”; “Meu País”. Nossa lista não podia se esquecer da fúria e do som de Tim Maia, um ídolo nacional e aqui representamos o mito com o álbum que lhe trouxe fama e reconhecimento no meio musical, além de sua afirmação no soul.

13. Clube da Esquina (1972) — Clube da Esquina
Milton Nascimento, Lô Borges, Flávio Venturini, Beto Guedes, Wagner Tiso, Marcio Borges, Toninho Horta entre vários outros. Esses foram os que fizeram parte do movimento musical mineiro conhecido como Clube da Esquina, com músicas livremente inspiradas nos Beatles, adicionando toques de bossa nova, jazz, rock progressivo e música erudita. Um dos álbuns mais importantes da nossa história, o Dark Side of the Moon brasileiro, suas músicas revolucionaram a música brasileira com uma sonoridade completamente fora do tradicional, inspirando músicos de todo o Brasil e assim conquistaram a década de 70 com música de altíssima qualidade a ponto de alguns críticos musicais considerarem o Clube da Esquina um movimento muito mais importante que o famoso Tropicalismo.

12. Tropicália ou Panis et Circenses — Vários (1968)
Em 1968, a música brasileira se dividia em 2 movimentos principais. De um lado, os caretas comportadinhos da Jovem Guarda, com seu rock padrão adolescente sem compromisso. Do outro, os caras com quem sua mãe não quer que você ande, a galera do Tropicalismo que se propunha a expandir as barreiras da música em busca do novo. Nesse momento, nasce a MPB. Puxando a revolução cultural em um dos tempos mais sombrios da ditadura militar, ecoaram as vozes de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé e Gal Costa. O manifesto foi assinado pelo maestro Rogério Duprat, considerado o George Martin brasileiro, que deu à música brasileira um novo sentido, uma nova cara e infinitas novas possibilidades. O álbum Tropicália é o oposto do AI-5, nascido no mesmo ano: ao invés de oprimir, liberta. Mais que um disco, uma peça histórica.

11. Os Mutantes (1968) — Os Mutantes
O disco é o álbum de estreia da banda que é uma das maiores bandas brasileiras e era formada por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Em Os Mutantes, o grupo conseguiu no cenário da época criar um som inovador, misturando características típicas da música popular brasileira com um toque de rock psicodélico, além de técnicas sonoras muito diversificadas. Canções que demonstram essas influências com bastante fidelidade são “Bat Macumba”, “A Minha Menina” e “Adeus Maria Fulô”. Um disco experimental que se tornou uma obra-prima do rock brasileiro e abriu novos caminhos para os artistas da época.

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