Delphin Enjolras — Nu allongé à la rose

Nua Rosa — Soneto Dedicado II

Nos cumes franceses
Há de se apreender
Dançável a verter
De Delphin à Monet

Toda lascívia dela
Graça em venustidade
Florida à liberdade
Na chama d’uma vela

Enclausurand’o seu olhar
Riso em frescor a brilhar
Soando infindas aquarelas

Como faço p’ra me contentar
Em sua perfeição observar
Só detrás d’esta tenra tela?


Delphin Enjolras foi um pintor francês cujo trabalho era caracterizado por marcantes contornos, em aquarela e óleo, geralmente retratando cenas quotidianas. Muitas dessas cenas tinham como protagonistas mulheres de excelsas belezas; essas mulheres foram eternizadas nuas, cingidas por flores, tecidos ou quentes luzes tenras, nas telas de Enjolras.

Le parfum des roses | Elégante à la toilette, 1915 | Le Roman D’Amour.

É de uma sublimidade indescritível toda a sutileza e intensidade feminil que Enjolras pintara em suas obras. Apreendo nelas uma essência de liberdade e autenticidade de ser que muito me fascina. O erotismo é particularmente o cerne de suas pinturas; Enjolras traduz momentos simplórios em sensualidade verossímil e natural; certamente seus olhos eram raros e sua capacidade enquanto pintor transcendia o dom. Por esta razão que o escolhi para inspirar-me o segundo Soneto da coletânea Sonetos Dedicados de Sonetos Ausentes.


Dê uma salva de palmas para esta multíscia criação e aprecie as publicações de Oecihen: Onde os Ermos Seres Abissais ascendem à Etérea Escrita.