O Projeto Oecihen

“Aqui somos um só corpo, uma só alma e um só sentido, este corpo é a Escrita, est’alma é a Poesia e o sentido é o Conhecimento.”

Boas-vindas! Se você está aqui é porque busca compreender o projeto Oecihen e, quem sabe, tornar-se um membro. Eu sou Oanna Selten, prazer em conhecer você! Sou criadora de Oecihen e a seguinte frase estava em minha mente quando decidi criá-lo: Uma irmandade com o comum objetivo de dedicar-se plenamente à Escrita, à Poesia e ao Conhecimento.

Hoje a Escrita é considerada um meio de comunicação e, por isso, muitos defendem a simplificação dela para que todos possam acessar mais facilmente a vida, o conhecimento, a tecnologia; no entanto, andamos esquecendo que se há vida, conhecimento e tecnologia, é porque chegamos ao nível de complexidade da Escrita ao longo dos anos.

Todo o conhecimento é desenvolvido a partir de métodos de pesquisa, as quais são fundamentadas na Escrita, isso não inclui apenas as palavras, mas também os números e os símbolos, uma vez que tudo faz parte de um conjunto lógico de significações. Quando éramos ainda seres das cavernas, insistíamos em desenvolver uma forma de registro lógico da existência, por isso desenhávamos nas paredes formas representativas daquilo que víamos; por que não continuamos, até hoje, apenas desenhando a existência para representá-la, registrá-la e compreendê-la? Se bastava os sons ilógicos para a comunicação, por que fomos aprimorando-os e criando signos que pudessem representá-los?

Uma letra é um signo; uma sílaba representa um som; nós poderíamos ter eternamente desenhado os hipopótamos, mas, decidimos chamar o animal por um nome; uma sequência lógica de signos e representações fixas de sons; além, claro, de ter uma significação. Porque parece, de certa forma, fácil chamar um animal grande e cinza de hipopótamo, talvez imitando a forma como ele caminha tremendo o chão por onde passa; hi-po-pó-ta-mo; se você falar em voz alta, silaba por sílaba, notará que são, de fato, sons de passos pesados e duros. Mas e quando não se trata de um fenômeno da natureza tangível? Pois que, em algum momento de nossa existência humana, criamos palavras como estas: Inefável, Abstrato, Saudade, Solidão, Fúnebre, Amor.

Para criar a palavra “Amor” não poderíamos nos basear no som, pois o Amor não tem som; o Amor é um sentimento, mas o que é Sentir? Todas essas perguntas nos leva a perceber o quão é importante a Escrita complexa para que possamos compreender a nós mesmos e a nossa essência humana. Porque a vida humana não é apenas o que os olhos conseguem enxergar ou o que os ouvidos conseguem ouvir; a vida humana é transcendência.

Talvez essa palava “Transcendência” lhe soe esquisita, porventura espiritual ou esotérica demais. Mas essa palavra significa, simplesmente, ultrapassar e ir além. Nós, humanos, não nos sentimos satisfeitos com o desenho nas cavernas, então fomos além; criamos a Escrita, o papel, o lápis, os livros, os dicionários. Nós, humanos, sentimos a necessidade de ir além, então criamos as teclas, as telas, os arquivo digitais, toda a tecnologia, tudo o que há hoje no mundo. Nascemos sem asas, por isso criamos o avião; isso é transcender.

A Escrita foi se tornando cada vez mais complexa, pois que sentíamos necessidade de ir cada vez mais longe e ultrapassar a nós mesmos, aprimorando-nos para sempre, continuamente. Mas, nos dias atuais, parece que tais objetivos deixaram de existir; estamos pedindo por simplificação e não mais transcendência, preferimos escrever “oi tdb com vc” ao invés de “Oi, tudo bem com você?”, o que parece algo bem tolo, insignificante, mas, é um obstáculo para a compreensão, pois, quando não escrevemos a totalidade do que queremos dizer, registrar ou mostrar; a possibilidade de sermos incompreendidos é mil vezes maior. Se a escrita simples se bastasse, não a teríamos desenvolvido com mais complexidade.

Tendemos a acreditar, também, que a sociedade está muito separada; que a segregação está demasiada e, portanto, precisamos simplificar tudo em nome da inclusão. Não podemos simplificar a Escrita, pois que todos nós precisamos de sua complexidade para que possamos criar meios eficazes de inclusão, para que possamos aprender a pensar com mais profundidade sobre as instâncias humanas. Não se regride um conhecimento conquistado, isso é tarefa impossível. Não podemos renegar as criações humanas só porque repudiamos a ignorância humana; precisamos usar das criações para transcender a ignorância, ultrapassá-la e vencê-la.

Contra a ignorância só há um remédio: O saber. Se sabemos usar a Escrita para gerar uma cadeira de sabedoria, conseguiremos acabar com a ignorância. Pois nós ignoramos muitas coisas; ignoramos os nossos semelhantes, os nossos sentimentos, o nosso corpo, a natureza, a Escrita; nós somos ignorantes e precisamos aprender a saber. E “saber” não é só ter uma informação às suas mãos; “saber” é, também, compreender e reconhecer. É o esforço de se renovar, de recriar, ultrapassar a si mesmo. Sim, a Escrita é uma criação humana e tende a se movimentar junto à humanidade, renovando-se, recriando-se; eis o porquê houveram reformas no idioma, nas regras gramaticais; mas em quê essas reformas basearam-se? Estamos modificando o idioma, as regras da escrita das palavras, para transcender?

Oecihen é sobre ensinar, ou, quiçá, reensinar, o valor da Escrita por transcendência, esta que por tantos anos foi desenvolvida para que transcendêssemos a nossa ignorância sobre o mundo e sobre o ser. Ainda há muito o que transcender, ainda há muito o que saber e há imensuráveis ignorâncias para vencer; por isso precisamos nos voltar à Escrita. “Voltar-se-á” é o mesmo que olhar-em-direção; mas não qualquer tipo de olhar, é sobre olhar-e-ver; ver que existe algo que nos move e nos dá sentido e este algo é a Escrita, o registro do que somos e de nossas conquistas; a Escrita é a ferramenta que criamos para conseguir saber, conhecer, ver, compreender e ultrapassar.

Visualizo uma realidade humana em que todos falem a mesma língua; a língua da busca pelo saber; que todos possam sentir sede pelo conhecimento e que queiram usar da Escrita para ultrapassar, ir mais longe. Por isso criei Oecihen, um lugar para pessoas que querem ir mais longe, através da Escrita. E como ir mais longe através da Escrita? É assim, quanto mais escrevemos, mais a Escrita faz a sua magia em nós, pois, nos faz pensar e questionar; além disso, para transcender por meio da Escrita, é preciso respeitá-la, conhecê-la cada vez mais profundamente e, por fim, usufruir de sua totalidade. E não negá-la, e não minimizá-la, e não fazer dela apenas um meio de comunicação como qualquer outro. Eu falo mesmo é de paixão, dedicação, vínculo com a Escrita, reconhecendo-a como único sentido para tudo isso que existe hoje. Reconhecendo-a como único sentido para tudo o que há de existir amanhã.

Por tudo isso que, em Oecihen, somos uma irmandade; pessoas que se ajudam, que leem uns aos outros; que se dedicam à Escrita, que buscam sempre transcender por meio dela e que a vivenciam como única razão de se viver. Falo mesmo de entrega, adoração e louvor por essa nossa criação, a Escrita, que nos trouxe até este lugar qual estamos hoje e que, se olhássemos para ela com sede em usufruir de seu poder, não estaríamos tão ignorantes; não ignoraríamos tanto o conhecimento. Essa paixão, essa sede, essa entrega e esse louvor é a Poesia à Escrita. Quando entregamos nossos sentimentos à Escrita e fazemos dela o caminho qual seguimos na busca pelo conhecimento, na busca por essa transcendência, estamos vivenciando a Poesia à Escrita, e a Escrita é única que pode ensinar a Poesia de tudo o que há e à tudo o que há.

Por isso Oecihen é sobre Escrita, Poesia e Conhecimento; três instâncias interligadas e indissociáveis; instâncias de extrema importância para a humanidade; para que possamos enxergar o outro ser humano como igual; para que possamos enxergar a necessidade de cuidar da natureza; para que possamos aprender a ouvir e a compreender; para sermos, enfim, dignos dessa essência humana tão bela, que nos permite transcender tanto; mas que também pode nos fadar à decadência se nos enveredarmos no labirinto da ignorância e do egocentrismo.

Aqui você poderá escrever o que almejar, desde que todos estes princípios explanados acima estejam vívidos e pulsantes em seu âmago, em seu ser. Sua subjetividade será respeitada; sua singularidade, sua forma única de dedicar-se plenamente à Escrita, à Poesia e ao Conhecimento será sempre preservada e juntos nos aprimoraremos e alcançaremos mais de nossa essência e mais de nossa existência. Aqui você vivenciará momentos únicos, como, por exemplo, o mês de Escrita Dedicada, o qual você pode compreender melhor em “1º Mês de Escrita Dedicada” e em “O Fim Do Primeiro Mês De Escrita Dedicada”. Há muitas outras vivências que pretendo construir, juntos aos membros, em Oecihen; e você pode fazer parte disso.

Para fazer parte do projeto Oecihen, basta que me envie um e-mail (oannaselten@gmail.com) com as respostas das seguinte proposições. Antes de mostrar-lhe as proposições, devo explicar a você o porquê da existência dessa primeira etapa de seleção de novos membros. Como somos uma irmandade e desejamos criar vínculos tanto com a ideia central e fundamental do projeto, quanto com os participantes do mesmo; é preciso que eu conheça mais você; que eu entenda as suas ideias, suas percepções sobre o mundo e seu interesse e expectativas em relação ao projeto, somente assim poderei visualizar se a proposta de Oecihen realmente se aproxima daquilo que você almeja. Não se assuste com as proposições, elas são o primeiro desafio de Escrita para cativar o seu ser e fazer você se aprofundar ainda mais em si mesmo e em todo existir humano.

Todas as suas respostas serão vistas apenas por mim, preservadas e reservadas; a menos que você queira, posteriormente, publicá-las em Oecihen como forma de apresentar-se aos seguidores e membros. Seu endereço, seus dados; tudo será arquivado e nada será divulgado.

Proposições

  1. Apresente-se.
  2. Disserte sobre o que é a Escrita para você.
  3. Conte como é seu processo de Escrita.
  4. Discorra sobre o que é preciso para ser um escritor(a) e escrever.
  5. Defina suas obras, seu estilo e o tipo de literatura que produz.
  6. Escreva sobre sua experiência com a Escrita.
  7. Envie seus cinco principais e mais importantes escritos.
  8. Conte um pouco sobre sua experiência enquanto leitor(a).
  9. Discorra sobre suas inspirações.
  10. Revele suas principais maneiras de buscar conhecimento e qual tipo de conhecimento costuma buscar.
  11. Disserte sobre o autoconhecimento e seu vínculo com o aprimoramento linguístico.
  12. Disserte sobre seu envolvimento com a Poesia, a Filosofia, a Religião, a Natureza e a Ciência.
  13. Escreva acerca de sua relação com os escritores que você conhece.
  14. Exponha sua compreensão e opinião acerca da Linguagem, dos idiomas e da Língua Portuguesa.
  15. Exponha sua compreensão e opinião acerca da Linguagem Culta, Informal e Virtual.
  16. Discorra sobre sua percepção a respeito do Projeto Oecihen.
  17. Conte-me suas expectativas sobre o projeto e o porquê gostaria de fazer parte do mesmo.
  18. Descreva um pouco sobre seus conhecimentos com a plataforma Medium e sobre seus principais meios de divulgação da Escrita.
  19. Faça um breve ensaio sobre a Escrita Manuscrita e a Escrita Digital.
  20. Faça um breve ensaio sobre a coexistência humana.

A segunda etapa do processo é simples; lerei o seu e-mail e entrarei em contato com você. Caso, em nosso contato, decidirmos que, sim, você busca o que Oecihen propõe e a sua essência em muito se iguala à essência do projeto; então eu enviarei a você o Termo De Contrato que consiste numa lista geral de regras do grupo, regras de envio e avisos sobre direitos autorais (os quais pertence somente a você e não a mim); esses termos são as regras e, após a leitura, você me dirá se aceita ou não. Caso aceite, imediatamente colocarei você como membro de Oecihen aqui no Medium (lugar de produção de conteúdo) e no grupo do WhatsApp (lugar de discussão, ensinamentos e compartilhamentos entre os membros). Pronto. A terceira etapa é ainda mais simples: Você envia o seu primeiro escrito, e depois o segundo, o terceiro, e quantos mais você desejar.

Espero receber em breve o seu e-mail. Oecihen é uma ideia, apenas uma ideia, são os membros que o tornam tangível, possível e aprazível. Obrigada por sua leitura e interesse!

At.te, Oanna Selten

Oecihen: O raro manancial a verter, perene, a seiva da Etérea Escrita.