Maria Kreyn

Sine Qua Non

Por vezes a colidir com o meu próprio eu n’estes reflexos anfêmeros; o vazio n’uma eternidade de duas décadas e alguns anos; sint’o fardo da gravidade n’este dorso, e eu o carrego, pois sei o seu valor.

Dias estes em que o sol rutila mais que o necessário, estranhamente sou ofuscada, o que me leva a indagar a proveniência das ações e sentidos — criados ou não — manipulações vívidas de um todo horizontal?

Desnorteio-me na luz se a pigmentação multiforme de sua singularidade impossibilit’a tenuidade obscura de minhas pupilas; quiçá s’eu deixasse de ser um pouco este eu, todo flúmen cantaria esperança.

Mas não é tão fácil quanto penso, porque n’essa totalidade que me vinculo, s’eu não for eu, quem serei?


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