Gustav Klimt — Two Girls With An Oleander (1890)

Segredo

Sempre que vens n’horizonte onírico
Este que tanto, há dias, redijo
No silêncio das ínfimas auroras
Escuto a lamúria do impossível
Guiada no teu semblante agradável
Este que olho de instante à instante
E vejo minh’escrita jazer em tua boca
E a vejo emergir em teus poros, tua tez,
Vinculo-me a esta idealização
No fractal de teu olhar semicerrado
O quebrante do pensar não faz alarde
Durmo no teu seio afável
Conto as estrelas em teus versos
Finjo que caíram d’atmosfera só p’ra mim.


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