
Transtorno de Voltarsea
Quando emerge a sensação de insignificância
Dilacera-se a venda sobre meus ignorantes olhos
Os precipícios mais profundos me fitam inócuos
E antes que eu me esquive, decaio na alternância;
Entre as pálpebras e as pupilas descansa a escuridão
Ainda que abertas estejam as lentes transponíveis
Meu cerne absorve as ruínas quase inconcebíveis
Àqueles que do extrínseco veem minha introspecção;
Então dissipo-me ao que resta do olhar aflitivo
Oculto sílabas nas fissuras da solidão compreensiva
Deixo que as voragens tornem-se exortativas
Pulo em frenesi ao inerente elusivo;
No ínterim da queda em veemência,
Não apreendo se estou morte
Ou se continuo vida sem norte
Numa tão absoluta decadência.
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