30 dias
Acabaram as minhas férias, acabou o desafio! Concluído, mas não cumprido — ainda assim muito válido.
O desafio não tinha grandes objetivos, a não ser me dar alguns motivos para sair de casa, não ficar morgando no sofá pensando na morte da bezerra. Eu estava cansada, eu estava estressada e melancólica. Gostaria de dizer que tudo isso passou e agora estou outra, mas não é essa mágica toda. Ainda assim, eu acabei colhendo frutos inesperados.
Um dos mais emblemáticos foi voltar a escrever. Escrevi aqui e mantive um caderno sempre ao lado para rascunhar o que fosse. Há muito tempo não me permitia isso, e foi bem renovador. Não sou escritora, se alguma vez tive pretensões de ser elas já não existem mais, mas escrever sempre foi minha válvula de escape, até que tinha se tornado um entupimento. Agora a coisa fluiu novamente.
O mais legal foi me dar tempo para conversar comigo mesma, enquanto dialogava com todo mundo. Andar pela cidade que eu conheço e que não conhecia, rever pessoas, me inspirar e pensar sobre meu papel nela. Relembrar coisas importantes. Achar graça de coisas banais.
E se o objetivo era que eu fizesse tudo sozinha, o grande ganho foi entender que estar sozinha tem vários significados. Pode significar independência, equilíbrio, honestidade. Sozinha eu consigo avaliar minhas relações. Sozinha eu descubro sentimentos. Sozinha eu consigo ajudar os outros melhor. E entender que não tô sozinha coisa nenhuma.
E por isso tudo, obrigada!
Obrigada Baulk Gravy Finis por ter dado o empurrão para essa ideia em uma hora de almoço. Obrigada José Francisco, Juliana Dias e Claudio Eduardo que estão distantes, porém sempre participantes. Obrigada Daniela Kopsch pela afinidade instantânea (e Leonardo Machado pela afinidade que resiste há décadas). Obrigada Leonardo Freitas Lago pelas lições durante o período. Obrigada Tom Valente, Alice Baldan, Branca Albuquerque, Marina Borges, Manu Nóbrega, Andreh Santos e Miriam Lima, convívios novos recebidos por caminhos e pessoas diversas, mas que me encantam e alegram muito. Obrigada Julia Levy por sempre ser uma conversa maravilhosa e por sempre me chamar de “Giiiii” (e como eu sinto saudade disso às vezes). Obrigada Duda Itajahy por ter entrado na brincadeira, apesar do convívio só via redes. Obrigada Aline Mohamad por sempre dar um jeito de aparecer. E ainda: obrigada Ingrid Varella, Nana De Lamare, Ludmila Monassa, Renata Esteves por terem participado da brincadeira desde o início. Obrigada Marcelle Mendonça e Ednomor Silva pela companhia na trilha e na vida.
E uma última coisa: