Desafio de férias, atividade 2: dia no Leblon

Atividade patrocinada por Tom Valente (co-patrocínio José Francisco)

Eu tenho um orgulho muito grande (algumas vezes chego até a arrogância) de saber andar a cidade toda. Sempre digo que consigo chegar a qualquer lugar e poderia ser garota-propaganda do Bilhete Único (mas não vou porque Fetranspor, Rio Ônibus e Secretarias de Transportes são EVIL).

Mas uma coisa é chegar, outra coisa é conhecer. Eu me toquei que eu não conhecia o Leblon e não saberia a diferença entre Ataulfo de Paiva e Afrânio de Mello Franco.

Fiz uso da minha famosa capacidade de andar 1 km para encontrar o que estava a 100 m de onde eu estava, andei o Leblon tudo o que pude. Com calma, para observar coisas.

Uma coisa engraçadíssima do Leblon é que ele é um bairro no qual o português é dispensável. É comum ver no Centro e em Copacabana os restaurantes com placas “Aberto/Open”, mas no Leblon vi um que não tinha isso, era só em francês, “Ouvert”, e vambora. Italiano, espanhol, ideogramas japoneses com o nome ocidental embaixo. E gente com tempo, ninguém olhando no relógio. Mas também ninguém olha na sua cara, um jeito nem-te-ligo que tem seu charme e talvez seja importado.

Ou é algo que sempre esteve lá e eu nunca vi de perto.

Depois da primeira caminhada, eu fui na Venchi Leblon. Estava vazia, eu perguntei “posso olhar primeiro?” e a mocinha depois ofereceu prova de tudo. Não pude ir na Boulangerie Guerin por motivos de estava sem fome, mas entrei nas lojas, vi as vitrines, a senhora da Livraria Argumento me perguntou duas vezes se eu queria ajuda de tanto tempo que fiquei por lá.

No final, já tinha chegado a Ipanema, sentei na praia e pensei na vida. Foi uma tarde muito boa, de indulgências, de dizer para mim mesma que eu podia perder tempo e olhar as modas.

E a vida dos outros.

(Ah, e teve esse bueiro, né? E eu não veria se não me mandassem andar por ali.)

2 atividades concluídas, faltam 8.

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