Os sorrisos que ensinam

Aos 55 anos, Antônio Emídio pinta e desenha para ajudar a desenvolver os movimentos do seu braço direito. Há um ano, ele começou a sentir uma paralisação na mão direita e fraquezas no corpo.

Com 69 anos, Beatriz Almeida está aprendendo a fazer crochê para trabalhar mais o controle dos tremores involuntários que tem nas mãos. Até ensinar um pouco para a filha ela já está fazendo!

E aos 56 anos, Alceste Oliveira dança e toca alguns instrumentos, como flauta e pandeiro, para aliviar os sintomas do Mal de Parkinson.

Alguns sinais da doença são mais perceptivos, como tremores involuntários, músculos rígidos e encurvamento da postura. Outros estão associados, a exemplo da depressão, isolamento, perda da fala e da memória.

Apesar de ainda não ter uma cura, o Parkinson tem tratamento, por medicamentos, cirurgias e reabilitação, que amenizam as consequências da doença.

Com a arte, o Antônio e a Beatriz trabalham a coordenação motora, concentração, atenção e autoestima. E com a ajuda da música, são trabalhadas a memória, o movimento, a voz e as expressões facial e corporal da Alceste.

Mas, no momento em que estão nas terapias, eles não pensam no que estão sendo trabalhados. Eles se divertem, contam suas histórias, brincam e sorriem, ensinando que, apesar das dificuldades, um sorriso sempre vale a pena.

E o nosso desejo é que continuem sorrindo. É para isso que estamos aqui!