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Sep 10 · 4 min read

‘Agilidade Aumentada’ é o tema da 2ª edição do Deep Tech Talks

Por Mayhara Nogueira

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A disputa mais antiga na filosofia ocidental sobre a essência da natureza é a batalha entre dois conceitos: DEVIR (o que se transforma), defendido por Heráclito, e o SER (o que é imutável), protegido por Parmênides. Ao olharmos para os nossos sistemas tradicionais — da natureza, passando pelo universo às nossas organizações — sabemos que a vida está em constante movimento e transformação. Para evoluir é preciso se adaptar às mudanças. Tal comportamento nos inspira e nos convida a direcionar o olhar para o modo como nos adaptamos aos atuais modelos de gestão.

Após discutir “Tecnologia com Alma”, a 2ª edição do Deep Tech Talks vem com o tema “Agilidade Aumentada”. O evento, promovido pelas empresas 1STi e Holonomics, acende uma reflexão acerca de virtudes e princípios necessários para a construção de uma nova mentalidade ágil. O objetivo é fornecer uma visão profunda sobre estratégias emergentes que estão inspirando empresas a se tornarem mais adaptadas e dinâmicas, a fim de continuarem evoluindo de forma mais consciente e sustentável.

“Os nossos modelos mentais — a forma como enxergamos as coisas — definem como nos relacionamos com o todo”, explica Maria Moraes Robinson, CEO Brasil da empresa de consultoria Holonomics, coautora do livro “Holonomics: Business Where People and Planet Matter”.

“Se eu enxergo a organização como uma máquina — sob a ótica do comando e controle –, onde cada setor é uma parte, que somada a outras compõem um todo, que darão os resultados esperados, tenho um jeito específico de fazer gestão. Mas, se eu enxergo a organização como um organismo vivo, em constante transformação, onde todos os setores estão interrelacionados, então devo me adaptar para uma nova forma de entender a organização e de fazer gestão”, acrescenta.

O Movimento Ágil provocou uma verdadeira revolução no mercado tecnológico, no início do século XXI, ao propor princípios que desenham novas dinâmicas de inovação em sistemas complexos. Contudo, não demorou muito para que fosse aplicado também em modelos de negócios.

“Compreendemos que as empresas estão utilizando o método para reduzir custos e aumentar a produtividade, sempre olhando para os processos, ferramentas e resultados. No entanto, é preciso saber que não é só isso”, explica Igor Couto, CEO da 1STi.

Já se compreende, na prática, que o Movimento Ágil não é um protocolo ou uma receita, mas carrega uma essência fundamental. “Processos e ferramentas são irrelevantes se não compreendermos que antes dos princípios ágeis, vêm os nossos valores humanos — a fonte para a construção de presente e futuro desejáveis”, lembra Couto.

Para Maria, precisamos direcionar um olhar atencioso para as pessoas, as quais reúnem todo o potencial de uma empresa.“Se quisermos mais agilidade, no sentido de eficiência e adaptabilidade, precisamos de profissionais com prontidão, com protagonismo, exercendo uma comunicação e manifestando todo o potencial criativo da maneira mais eficiente possível. Mas, será que estamos potencializando as nossas pessoas para manifestarem tal comportamento?” , questiona.

A fim de discutir esse assunto, Deep Tech Talks vai promover reflexão objetiva e também subjetiva — com dinâmicas reais interpretadas pela atriz Priscila Camargo — sobre três subtemas: “valores humanos”; “alinhamento e comunicação”, e, por último, “mobilização e liderança para o futuro”. “Queremos discutir a importância que o ser humano tem, em todas as relações, e a necessidade de se ter uma consciência maior, de buscar o seu propósito de vida e saber o impacto que gera dentro e fora da organização”, explica Maria.

“As pessoas sabem hoje que não faz mais sentido estar em um ambiente onde não se tem voz, onde não conseguem dialogar, onde são impedidas de manifestar todas as suas individualidades e potencialidades. Por outro lado, o profissional que não é protagonista e que não assume seu papel relevante na criação de valor, acaba comprometendo toda a produtividade e o desenvolvimento da própria organização.”

Para Couto, a sociedade precisa resgatar o “sensing” para ampliar a visão e a percepção sobre a realidade — e o Deep Tech Talks oferece tal oportunidade. “Precisamos sentir as coisas a partir de um outro espaço e posição”, argumenta. “Quando eu sinto — como o Igor, arquiteto digital e empresário — é uma situação extremamente limitada. A partir do momento que eu saio do meu espaço físico confortável e da minha posição hierárquica, de tomador de decisão, e passo a vivenciar e presenciar algo que se passa com o outro, sou capaz de ir além em todas as esferas.”

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Iniciado em 2018, destinado a convidados, o Deep Tech Talks surge para promover uma série única de diálogos entre executivos, especialistas e profissionais inspiradores. O objetivo é construir reflexões profundas sobre como utilizar a força da tecnologia para desenvolver uma economia de inovação, dirigindo o futuro de maneira relevante e sustentável.

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