A festa está uma merda e está todo mundo feliz

O Brasil nos dias de hoje me lembra muito uma festa de casamento. Daquelas bem clássicas, em que acontece mais ou menos assim:

Primeiro a noiva acorda com uma espinha no nariz. Não uma pequena e contornável espinha, mas uma erupção vesuviana de catastróficas dimensões.

Quando ela olha pela janela, chove.

A maquiadora que deveria chegar às três, chega à cinco e por isso, a noiva que deveria entrar na igreja às sete, entra às oito.

A cerimônia parece que não acaba nunca e quando os convidados começam a chorar, é de fome.

A daminha vomita no altar. Quando pior, o noivo.

Finalmente na festa, algo está errado com o bufê. A comida pode estar pouca, ou fria, ou ruim, não importa, certa ela não está.

Além disso, alguém na família faz um comentário escroto e a noiva se tranca no banheiro para chorar.

Amiga 1 vai no banheiro trazer a noiva de volta para a festa.

“Tá tudo errado”, diz a noiva.

Mas é hora da dança. Ela olha para o noivo, o homem que escolheu para si e pensa:

Até que pode dar certo.

Ele está sem sapatos. Por que está sem sapatos?

“É a tradição da família”, diz o Tio 1, passando o sapato do noivo entre os convidados.

Notas de cinco e dez reais são depositadas dentro do calçado.

Amiga 2, bêbada, abraça a noiva. Ela pergunta:

“Você contou pra ele que tá com HPV?”

Noiva observa, embaraçada, que a câmera gravou tudo.

Convidados dançam Whisky a Go Go.

De repente, a noiva vê uma poça de sangue no chão. Preocupada, acompanha o rastro vermelho e vê que vem do seu marido.

“O que foi isso?”

“Isso o quê?”

“O seu pé”

Então eles descobrem que o noivo pisou em um copo quebrado.

Tio 2, que é psiquiatra, dá dez pontos no pé do noivo.

A noiva vai chorar de novo, ela pensa:

O que mais pode dar errado?

Mas então entra a escola de samba e todo mundo entra na dança.

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