7 respostas para dúvidas comuns sobre Hackatons.

Rafael Pelli
Sep 13, 2018 · 4 min read

No dia 08 de setembro pude participar do painel: Conectando o mundo da inovação com o empresarial por meio de soluções de problemas reais. Vamos falar sobre Hackathons?

Neste painel estavam presentes a Gabriella Sant'Anna (Diretora Executiva na 4lab), o Rafael Freitas (Head de Inovação da Soluções Usiminas) e a Débora Garcia (Front-End dev da Shawee) e juntos podemos debater sobre o que é um hackathon e como estes eventos podem ajudar na conexão de empresas ao mundo da inovação.

O intuito do artigo é auxiliar pessoas em fase de elaboração ou organização de eventos desse tipo respondendo a perguntas que surgiram no painel e, que em minha experiência como organizador/facilitador de Hackathons se mostram bem frequentes.

Painel sobre Hackathons no evento Hacktown
  1. O que é um Hackathon?

R: Hackathons são competições que duram de 30 a 54 horas, onde é disponibilizado um problema para que os participantes possam resolver. O primeiro evento deste tipo foi organizado pela OpenBsd e ocorreu em 1999. Desde então, tem se tornando cada vez mais popular a utilização desta ferramenta por inúmeras empresas e organizações em geral que visam resolver seus problemas reais, criar spin-off’s, atrair talentos e|ou promover fortalecimento de marca.

2. Quanto custa um Hackathon?

R: A resposta é: Depende. O pessoal da Shawee deu uma excelente definição para essa pergunta: “Hackathons seguem a estrutura de custo de um casamento, você pode fazer com 5 mil ou com 150 mil, depende da experiência que você quer proporcionar”. Concordo totalmente. Quanto melhor você queira que seja a experiência do participante, maior deve ser gasto. Seguindo a analogia do casamento, se você inserir uma alimentação melhor, brindes melhores, ornamentação melhor, local melhor, tudo isso irá refletir em seu orçamento.

3. O que mais deve ser levado em consideração na organização de um Hackathon?

R: O mais importante é a fase de definição do problema e definição do objetivo final em conjunto com a empresa, se essa fase não for executada corretamente comprometerá todo o restante. Perguntas importantes nessa fase são: Qual o foco da empresa com esse Hackathon? Quanto a empresa pretende gastar? Qual será o nível dos participantes? O problema que a empresa propôs pode ser solucionado no tempo estabelecido? Feito esses questionamentos, creio que a segunda parte mais importante é o foco total no participante, quanto melhor e mais descontraída for sua experiência, maior a probabilidade de que nesse evento sejam elaboradas soluções inovadoras.

4. É melhor definir um problema global (Como por exemplo: Desenvolva soluções para mobilidade urbana) ou um problema mais específico como integrar uma API com o site da minha empresa.

R: Nesse caso eu acredito que depende do foco da empresa com o evento. Se o foco da empresa for que surjam soluções para uma automação bem específica, onde não importa o quanto inovador serão estas, então é melhor definir um problema específico.
Agora na situação onde a empresa realmente quer promover a inovação e atrair talentos, vejo que a melhor forma é deixar um problema mais aberto, pois assim não tendencia as soluções que os participantes poderão criar.

5. Se uma equipe vence, a ideia é automaticamente doada para a empresa que promove o Hackathon?

R: Essa é uma dúvida muito frequente em todas os Hackathons que já organizei, pois durante a fase de contratação as empresas querem garantia que as soluções ali criadas sejam de propriedade da mesma, entretanto, de acordo com a legislação de proteção intelectual, isso não pode ocorrer. Soluções criadas dentro do evento devem ser de propriedade dos criadores.
O importante é ter transparência de ambas as partes. A propriedade intelectual deve estar bem descrita tanto no contrato com a empresa, quanto no regulamento para os participantes. Um bom modelo é: A propriedade intelectual da solução é dos criadores da mesma, mas a empresa patrocinadora tem precedência de compra ou parceria sobre a solução. Desse modo os dois lados ficam respaldados de seus direitos.

6. Como deve ser o perfil dos participantes?

R: Gostamos de direcionar as equipes organizadoras na busca do seguinte perfil de participantes: 60% Desenvolvedores, 30% Negócios e 10% Designers, sendo destes 40% Homens, 40% Mulheres e 20% LGBTQ+. Lembrando que depende muito do foco do Hackathon, por exemplo, se for um evento com foco em saúde é legal que tenha uma equipe multidisciplinar com conhecimento na área, como enfermeiros, médicos e farmacêuticos para que de fato as soluções sejam eficazes.

7. Qual é a maior entrega que um Hackathon pode trazer para a minha empresa?

R: São várias as entregas positivas a partir desse tipo de evento. Caso a sua empresa ainda seja totalmente formal, e nunca tenha conectado com o mundo da inovação, acredito que o maior ganho pode ser a conexão com os ecossistemas de inovação locais. Esses eventos também podem ser uma grande porta para novos talentos, pois você disponibiliza um problema real da sua empresa e consegue ver como os participantes se comportam frente a esse problema. Dá para fazer uma análise completa de comportamento, em um ambiente totalmente descontraído.

Promover branding, construir soluções, engajar colaboradores desenvolvendo o intra-empreendedorismo também são possibilidades que um Hackathon permite.

Ainda restam dúvidas sobre essa temática? Me mande um email: rafael.pelli@4lab.org.br que será um prazer te ajudar.

Usem e abusem desse tipo de evento que vem crescendo tanto no mundo. Bons Hackathons para vocês!

4LAB

Uma organização sem fins lucrativos que tem como missão capacitar e dar suporte a empreendedores e ecossistemas de alta tecnologia.

Thanks to Gabriella Sant'Anna

Rafael Pelli

Written by

4LAB

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Uma organização sem fins lucrativos que tem como missão capacitar e dar suporte a empreendedores e ecossistemas de alta tecnologia.

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