500 MOVEMENT

Não posso dizer que minha vida até hoje tenha sido realmente difícil. Não que tenha sido fácil, mas mesmo depois de vários problemas, um câncer e incontáveis crises de pânico e ansiedade, ainda assim, eu não posso dizer que tenha sido realmente difícil. Pelo menos não até o dia em que eu caí na real.

Há um pouco mais de um ano e meio, depois de ter me desiludido totalmente com meu trabalho, decidi me aventurar em Brasília. Fui para o aniversário de uma amiga, com uma passagem só de ida, conheci pessoas fodas e incríveis e acabei ficando. Construí muitas coisas legais, que independente do que qualquer pessoa diga, as coisas que construí e que deram certo saíram completamente da minha cabeça, ali, eu tinha um terreno fértil pra trabalhar tudo aquilo que eu tinha sempre sonhado, tive a oportunidade de fazer aquilo que realmente gosto na vida, tive a oportunidade de ajudar pessoas, empresas, instituições.

Dei aulas, dei palestras, conheci gente incrível, gente que quero muito trabalhar junto num momento muito próximo. Gente que quero levar comigo pra sempre.

Eu achei amores, achei desilusões, achei as irônias da vida.

Achei a mim mesmo, e acho que esse foi o achado mais importante desses últimos um ano e meio.

Talvez por isso, o último mês no cerrado tenha sido tão agonizante. Quando me encontrei ali, em uma das cidades mais segregadoras do país. A cidade que é o retrato de como a classe política trata o Brasil. Eu não me aguentei, eu desabei, minha cabeça entrou em parafuso.

Eu ali, com 30 anos de idade, 16 anos de vida profissional, me peguei num momento chave. Um momento decisivo da minha vida. Era a hora de mudar. E não de mudar de casa (apesar de ter feito isso também), era hora de mudar o modo como as coisas são feitas, É HORA de mudar o jeito como as coisas são feitas, e o mais importante, é hora de mostrar pro mundo a capacidade que eu enxergo no país que eu nasci. Um país que já passou por tanta coisa negativa e continua tendo forças pra lutar.

Finalmente tinha chegado a hora em que eu teria que decidir, ir embora e abandonar e esquecer disso tudo. Deixar tudo para trás e começar uma nova vida em outro lugar, ou ficar e lutar?

Óbviamente a minha consciência não me deixou escolher virar as costas, pelo contrário, ela me proporcionou todas as soluções que eu precisava pra conseguir continuar seguindo em frente aqui. Eu não posso simplesmente virar as costas para 200 milhões de Brasileiros que vão passar os próximos anos chafurdados no que há de pior pra se viver.

Dalí, nasceu o 500 Movement, ainda que só na minha cabeça, já era pra mim a faísca necessária pra começar dentro de mim mesmo a mudança que eu queria ver no mundo.

Resolvi então, colocar Brasília como um teste. Um teste que deu certo diga-se de passagem. Em um ano e meio na capital do Brasil, eu consegui aplicar com sucesso a metodologia do meu programa e criar programas incríveis para ajudar os empreendedores locais a se desenvolverem de forma rápida, criativa e principalmente, sustentável.

O 500 Movement nasceu pra São Paulo, disso eu tinha certeza, e eu precisava voltar, precisava estar aqui, na cidade que tem o poder de mudar o comportamento do país, na cidade que tem o poder de chamar a atenção do mundo quando se trata de negócios. Voltei.

E trouxe na mala tudo que aprendi nesse um ano e meio, tudo que foi feito, todos os acertos e erros, todas as pessoas incríveis, e as não tão incríveis assim. Trago toda uma nova bagagem, depois de viver por mais de um ano uma cultura que não era a minha, trago um olhar diferente e uma outra maneira de fazer as coisas. FAZER. Esse é o segredo.

Eu voltei pra São Paulo pra fazer, e é com esse espírito que estou juntando as melhores pessoas que conheço pra abrir o 500Space. A gente vai fazer muito, e não só por São Paulo, a gente vai fazer por toda essa gente, que tem sofrido, e que não tem tido voz pra dizer o que pensa.

Se você tem um projeto, e precisa de ajuda. Manda um e-mail pra daumhelp@500movement.co

O nosso trabalho é, a partir de hoje, ajudar você.

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