#11 We should all be feminists

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Páginas: 65
País de Origem: Nigéria
Editora: Companhia das Letras
Compre: Amazon

1. Por quê escolheu ler este livro?
Era véspera do 08 de março e esse livro estava sendo comentado em todo lugar. Para ajudar, a Amazon estava com uma promoção em ebooks em inglês, então esse aí saiu de graça. Baita negócio.

2. O quê valeu a pena nesse livro?
Valeu pelo imenso alívio que ele me forneceu ao perceber que o bom senso não é uma coisa assim tão distante. A autora fala sobre igualdade de gênero como quem fala em ir a padaria comprar pão e acredito que é com essa neutralidade que a coisa deveria ser tratada. Infelizmente, a realidade ainda é muito distante e portanto, quanto mais falarmos sobre isso, mais estaremos caminhando para esse ideal.

3. Para quem indicaria esse livro?
Todo mundo. Entenda você o feminismo, ou não, o que a obra apresenta é uma visão bem equilibrada, com exemplos práticos de situações em que ele é necessário. Ah, e claro, pra você que ouve Beyoncé e ama Flawless, é leitura mais do que obrigatória.
Deu preguiça de ler o livro? Vai ver o TED dela, então. Dá na mesma.

4. Qual é a dica de escrita que você tira desse livro?
Esse livro é uma transcrição de palestra do TED, então, acho que a lição aqui é a mesma que o textbook do TED ensina: como construir uma palestra incrível, que mescle bastante informação com pitadas de humor (geralmente relacionadas a criar identificação com a plateia) e um final arrebatador. Dá até vontade de escolher um tema e experimentar essa fórmula pra ver o que sai.

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo. “A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente." Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “anti-africanas”, que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.
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