#8 Bonequinha de Luxo

Autor: Truman Capote
Páginas: 123
País de Origem: Estados Unidos
Editora: Companhia das Letras
Compre: Amazon

1. Por quê escolheu ler este livro?
Dois fatores. Primeiro, o mais prático: eu precisava de uma obra mais curtinha para equilibrar meus prazos depois de ter perdido mais tempo do que o esperado lendo Neuromancer. A sugestão veio da @JuMader no Twitter. E segundo, o mais óbvio: eu já era apaixonada pelo filme e queria conhecer a obra de origem.

2. O quê valeu a pena nesse livro?
Conhecer um pouco melhor a verdadeira Holly Golightly. Audrey Hepburn faz um excelente papel no cinema, mas a versão do livro consegue tocar em questões mais delicadas e explorar melhor a alma da personagem, incrivelmente complexa. O final também é bem diferente (não trabalhamos com spoilers aqui) e bem distante do happy ending da versão cinematográfica. Deixa um gosto meio amargo na boca depois da leitura, mas, tem os dois pezinhos mais firmes na realidade.

3. Para quem indicaria esse livro?
Para quem já viu o filme e quer se aprofundar nos personagens sem medo de desapegar da versão do cinema, para quem quer começar por uma leitura mais leve de Truman Capote, para quem aprecia subliminariedades na personalidade dos personagens (aquela área cinza, incapaz de julgamentos) ou simplesmente para quem está atrás de um livro curtinho e fácil de ler.

4. Qual é a dica de escrita que você tira desse livro?
Sejam quais forem as suas crenças, visões e julgamentos, é importante deixá-los de lado quando for contar uma história. Você não precisa concordar com as ações e pensamentos de todos os seus personagens, você precisa apenas retratá-los. Não confunda o seu trabalho com o do leitor.

Em plena Segunda Guerra Mundial, um jovem escritor vai tentar a sorte em Nova York, pagando aluguel barato no mesmo prédio decadente em que, alguns andares abaixo, certa moça loira e míope ganha a vida com muita graça e pouca virtude. Aos poucos, ela se torna o centro das atenções do escritor, intrigado com o enigma da jovem sulista que, com uma passagem por Hollywood e uns laivos de francês, transforma a si mesma numa personagem ímpar: sonhadora e pé-no-chão, ingênua e indefinível, Holly Golightly não deixa ninguém indiferente. A novela de Capote é um prodígio de leveza e precisão que, ao ser filmada em 1961 por Blake Edwards, com Audrey Hepburn no papel de Holly, conquistou o público de cinema e fez de Holly uma das grandes personagens da cultura popular americana. O mesmo fascínio exercido por esse tipo de personagem à margem da “respeitabilidade” se encontra nos três relatos breves também incluídos nesta edição: Uma casa de flores (1951) narra o vaivém de uma moça haitiana entre as suas montanhas natais e um bordel em Porto Príncipe; em Um violão de diamante (1950), um jovem prisioneiro cubano conduz uma trama de sedução platônica e cruel numa colônia penal sulista; e Memória de Natal (1956) fecha o volume com uma memória de infância que é ao mesmo tempo tributo a uma figura adorável e, à sua maneira única, perfeitamente excepcional.
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