Com histórico negativo em sustentabilidade, São Paulo busca se tornar cidade referência no assunto

Virada Sustentável tem como objetivo reeducar os paulistanos que estão aprendendo a conviver com a natureza e os frutos da mesma

Por Grazielly Queiroz, aluna 6º semestre jornalismo

Cidade grande não costuma ser lugar onde meio ambiente, trânsito e aglomerações de uma metrópole costumam andar lado a lado. Ainda mais quando se trata de São Paulo, a maior cidade da América Latina. A capital soma 12,2 milhões de habitantes, segundo dados apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas — IBGE, em agosto de 2018. Uma marca expressiva, capaz de gerar grande impacto na sustentabilidade local.

Mas para São Paulo ganhar status de maior metrópole da América, foi necessário soterrar uma bacia hidrográfica com aproximadamente 1.500 km de rios e lagos. Ao longo de uma história de crescimento e evolução, as passagens dos córregos perderam espaços para o asfalto e carros e, com isso, enchentes e poluição tornaram consequência de um planejamento precoce.

Foto: Super Interessante

No entanto, entre arranhas-céus e diversas ruas que cortam os bairros, existem espaços que desafiam a arquitetura construída para suprir as necessidades humanas, que deixaram de fora o essencial: convivência e interação com a natureza.

Pensando nisso, a maioria dos paulistanos se preocupam com os diversos aspectos positivos que a sustentabilidade em conjunto com boas ações pode trazer para o dia-a-dia. Além das organizações particulares e ONGs, associações governamentais começaram a criar projetos em prol da natureza. Aliás, a sustentabilidade agrega diversas áreas do cotidiano que inclui pontos importantes sobre questões de radicalização da pobreza, redução de desigualdade, diversidade, aspectos da cultura e tantas outras que acabam não sendo associadas ao tema. No entanto, além de pensar na saúde das áreas verdes, o movimento sustentável tem outros objetivos para serem engajados.

Desta forma, movimentos de produção compartilhada ganharam força ao tentar criar uma sustentabilidade atraente para os diversos segmentos da sociedade. Tendo em vista o tema em ascensão, a faculdade FAPCOM reuniu dezenas de alunos no 11º Simpósio de Comunicação, com intuito de debater sobre assuntos corriqueiros.

Entre os palestrantes, o jornalista André Palhano respondeu diversas questões e comentou sobre a Virada Cultural Sustentável, movimento realizado entre os dias 23 e 25 de agosto, que costuma utilizar a arte e o lúdico como ferramentas de conscientização. Idealizador e organizador da virada, André explicou como surgiu a ideia de promover o festival na cidade de São Paulo. Confira o vídeo.

Ativista ligado ao meio ambiente, Palhano mantém um blog no jornal Estadão, o “Sustentabilidade”, no qual aborda temas ligados a natureza que, na maioria das vezes, envolvem a cidade paulistana. Com a proximidade das eleições 2018 e a movimentação das manchetes nos diversos meio de comunicação, o jornalista foi questionado sobre a sustentabilidade junto aos governantes. Embora, André tenha destacado a falta de comprometimento dos políticos com o assunto, aproveitou para alertar a população sobre a conscientização na hora do voto. Ouça o áudio.

A virada em 2018
Repleta de programações para todos os gostos, o festival reuniu diversas atividades voltadas ao bem-estar. Os eventos foram realizados em diversas partes de São Paulo e de forma gratuita. Por fim, André Palhano aproveitou para explicar a logística por trás de tudo. Saiba mais abaixo.

Em parceria com o poder público, organizações da cidade e empresas, o festival atraiu pessoas de todas as idades.

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