2017

Eu poderia começar a escrever uma retrospectiva de 2017 no final de novembro. Qual o mal disso? Muito mais da metade do ano já foi embora não é mesmo? Mas é que eu tenho medo (de verdade) de dezembro ser tão agitado quanto foi o resto do ano e eu precisar atualizar esse texto.

Olha que coisa. A gente entra todo ano comemorando, fazendo pedidos, sem fazer a mínima ideia do que vai acontecer. Queria eu ter energia pra traçar uma linha do tempo dos últimos 11 meses e poder explicar mais claramente a minha quase indignação. Digo quase, pois ela vem daquela eterna briga adulto x criança que existe dentro de nós. A adulta conhece, sabe, aprende, aceita. A criança faz birra. A adulta dói, a criança sente raiva.

Como assim as coisas não estão acontecendo como eu planejei que elas aconteceriam? Logo eu que amo teoria de planejamento estratégico. Na verdade, como assim as coisas estão acontecendo como se fosse o mundo invertido de Stranger Things? (nem assisto, mas me mantenho informada).

Nessas horas eu tenho uma lembrança clara na minha cabeça, de dois anos atrás, uma consultora desenhando pra mim: “pra você ter chão, precisa fazer esse caminho, dessa forma”. Saberia ela, ou eu, que 2017 seria assim tão cheio de surpresas? Que esse caminho foi exatamente o que eu precisava pra conseguir me manter minimamente equilibrada na corda bamba nesse momento? Saber, saber de fato, a gente provavelmente não sabia.

Mas é aquela história que o Steve Jobs falou tão lindamente, nesse vídeo. Realmente não dá pra conectar os pontos olhando pra frente, apenas para trás. E temos mesmo que confiar que existe algo, seja esse algo Deus, a espiritualidade, o universo, o amor, karma/dharma, o que quer que seja que você acredita, regendo as coisas. Dando um sentido maior pra tudo que acontece.

Se depois desses parágrafos eu me permitir então fazer um resumo de 2017, a ideia central vai acabar sendo essa: se hoje existe qualquer coisa que você possa começar a fazer por você, pela sua saude física e mental, faça. A gente nunca sabe o que vai acontecer no futuro. Podem ser coisas maravilhosas ou coisas tristes e péssimas, não importa. O nosso maior aprendizado é de realmente sermos como árvores. Centradas, que balançam sim com o vento, mas que tem a raiz forte e conseguem se segurar mesmo nos tempos mais difíceis.

down on the westcoast
I get this feeling like
it all could happen
that’s why i’m leaving you for the moment, boy blue.
  • Ld’R
Like what you read? Give Bia a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.