Little tiny madness

Sabe aquela loucurinha que você deixa guardada no bolso? Aquela mesma, que mesmo quando você está no ápice de sua sanidade, ela continua lá, bem atrás da sua orelha, te dizendo como as coisas realmente são.

Suspeito de que todos nós carregamos uma ou mais loucuras de estimação, damos nomes à elas e cuidamos como bebês. Eu, por exemplo, tenho mais de uma dessas e acho que a principal é conversar com amigos imaginários que nunca criei. Os crio na hora, não os nomeio, e todos tem a mesma cara, a minha. Não falam nada que eu não queira ouvir. Minha loucura pessoal, meu xodó. Então, se alguém passar por mim na rua e me ver conversando estéricamente sozinha, pode deixar. Estarei resolvendo problemas imaginários com meus eus imaginários.

Algumas pessoas nutrem suas loucuras mais que outras, e ainda existem aquelas que acham que não alimentam loucura alguma. Essas são as mais afetadas, talvez.

No final, são essas pequenas paranoias ou manias esquizofrenicas que nos mantém à salvo da real insanidade. Que nos ajudam a andar com os pés no chão e os olhos focados no que há de vir. Afinal, quem teria cérebro suficiente para enfrentar esse mundo caótico em que vivemos, sem uma pequena dose de loucura?