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O mínimo para viver, Marti Noxon

“To the bone” no original conta a história de Eli, uma garota que sofre de anorexia. Foto: Divulgação

Se você tem por volta dos quinze ou dezesseis anos, talvez esse filme converse mais com você. Se, porém, for mais novo ou mais velho, é provável que ele tenha algumas coisas para dizer a você também. Em todo caso, há uma mensagem a ser entendida por todas as idades.

“O mínimo para viver” (To the bone, no original) pode ser um filme desconfortável para alguns públicos, principalmente para aqueles que passam ou passaram por situação semelhantes — e colocamos aqui um alerta. O filme trata sobre distúrbios alimentares sérios que atingem atualmente muitos jovens e adolescentes, principalmente mulheres (O que não significa que não pode acontecer com qualquer gênero e idade).

Ele conta a história de Ellen (vivida por Lily Collins), uma jovem que sofre de anorexia. Obcecada com seu peso, a protagonista — que depois passa a usar o pseudônimo Eli — consegue calcular com precisão a quantidade de calorias dos alimentos que estão em seu prato. A única força de vontade que ela tem, na verdade, é não comer, ainda que sua família insista para que ela faça isso.

Cartaz de Divulgação do Filme. Netflix.

A família — e posteriormente os amigos que a protagonista conhece na unidade de “reabilitação” — tem um peso enorme na vida de Eli. Praticamente todas as grandes decisões que ela toma acabam sendo engatillhadas por uma reação que estes núcleos de relacionamento tiveram com ela. Sem esquecer do médico vivido por Keanu Reeves e que, a partir de seus métodos “não ortodoxos”, coloca a personagem em constante confronto.

O tema é espinhoso e o longa dirigido e escrito por Marti Noxon (produtora de séries como Grey’s Anatomy e Buffy — a caça-vampiros) recebeu uma série de críticas, sendo inclusive chamado de irresponsável por alguns. A questão aqui é semelhante ao ocorrido com a aclamada (e odiada) série — também da Netflix — 13 Reasons Why (Os treze porquês, em português) que aborda o suicídio.

Anorexia não é um tema fácil de ser tratado e exposto. Principalmente levando em consideração o público alvo do filme, majoritariamente jovens, faixa etária em que é mais comum ocorrer este tipo de problema.

Embora seja difícil abordar, é extremamente importante que este tema seja discutido. Claro que de forma sensível e sadia. Algumas críticas em relação ao filme estão sobretudo na exposição de métodos para perder o peso e na apresentação de corpos muito magros e com ossos proeminentes. Sem contar também que nesta idade muitos jovens acabam sendo muito facilmente influenciáveis e há o risco de que ao invés de alertar, a exposição aprofunde traumas.

Lily Collins rebateu as críticas ao filme dizendo que ele ajuda no debate sobre o tema. Foto: Divulgação

Assim como a morte, a saúde mental precisa estar sempre em debate. Não só em meses temáticos como vem acontecendo, mas com produções que possibilitem a reflexão. Alguns problemas se curam com uma boa conversa, e um filme pode ser uma excelente forma de iniciar isso.

“O mínimo para viver” está disponível no catálogo da Netflix.

Assista ao trailer do filme:

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