Parabéns, Julinha!

20 anos de Júlia Ramona, a menina que enfrentou a correnteza e mergulhou sem saber nadar

Por Guilherme Rovadoschi


“Ela não sabe nadar, esqueça”

Todos apostavam em um afogamento repentino. A vida, dizem, é como nadar. Braçadas largas para fugir do repuxo, respiração calma para os momentos de desespero, costas firmes para manter o ritmo. Tudo em vão. A menina ruiva e sardenta sempre nadou na raia da exceção. Quebrando regras, normas e paradigmas. Os braços curtos, notáveis pelo seu porte de 1,58m, não ajudavam a estapear a água - ou o que viesse pela frente. A afobação nunca permitiu que a respiração - ou a ansiedade - fosse controlada. A coluna, pedindo clemência e descanso, inviabilizou as tentativas de um nado mais sincronizado. A tendência era afundar. Era só questão de tempo.

Ninguém tascou um voto de confiança. Eu apostei nela. Todo meu dinheiro no par, croupier. No meu par: ela. Aquela que não sabe nadar.


A pequena Júlia (até hoje pequena)

Book fotográfico no sala de estar. Quem nunca?

Nascida em Novo Hamburgo, no dia 29 de junho de 1995, Júlia Ramona Michel Linck dos Santos (Ufa, demorei até para escrever!) sempre foi, com o melhor uso da palavra, uma criança espevitada. Corria de um lado para o outro, fazia manha, criava brinquedos e brincadeiras. E, acima de tudo, gritava. Quem conta é Lázaro Monteiro, padastro de Júlia.

“Quando eu chegava na esquina do apartamento onde morávamos, ela ouvia o barulho do meu caminhão e começa a gritar pedindo pra brincar de cavalinho. Eu chegava e ela subia nas minhas costas. Aí era uma farra”.
Mãããããe, quero todos os brinquedos da loja!

Julinha abandonou o bico, logo cedo, com seis anos de idade. Entretanto, guarda a infância consigo diariamente. Bem ao lado do travesseiro, ao dormir, reclina-se e traz consigo o “cheninho”. O pano, verde e já desgastado, nada mais é do que uma fraldinha que colocava rente ao nariz, desde pequena, para dormir com tranquilidade. Posso afirmar com segurança: o cheninho é o sonífero para as noites de insônia de Júlia.

A rapidez para se alimentar é outro resquício da infância que acompanha Júlia até hoje. E acabou gerando até um divertido apelido. Quem lembra desta história é a mãe de Júlia, Raquel Michel.

“Ela sempre comeu muito rápido. Era um furacão na mesa. Teve uma vez, ainda pequena, que ela comeu tanto que acabou vomitando todo o apartamento. Aí nós apelidamos ela de gafanhoto. Ela não gosta. E a gente dá muita risada, claro”.
Detalhe: bola do Quico no teto da festa de garagem

Os brinquedos preferidos de Júlia eram as bonecas. Em especial, um bebê gigante - por sinal, maior que ela - que ganhou de seu avô materno, Nílson. O avô, ente querido e já falecido, foi eternizado com seu ano de nascimento em uma tatuagem na nuca da neta. Uma lembrança para aquele que deu o brinquedo preferido - ou a filha, como costumava chamar - quando criança.

A velocidade também fez parte da infância de Júlia. Aos seis anos, já andava de moto com Lázaro. E não eram apenas voltinhas na quadra, segundo ele.

“Ela adorava andar de moto comigo. O curioso é que ela achava que eu andava devagar. Ficava pedindo pra ir mais ligeiro e batia os pezinhos na moto”.
Seduzindo no Monza 87

Construindo uma carreira

Nota do namorado: Jennifer Connelly não é tão bonita quanto a Júlia

O filme é velho. Ninguém mais assiste filmes velhos. “Construindo uma Carreira” é um clássico da Sessão da Tarde. Lançado em 1991, é estrelado por Frank Whaley e Jennifer Connelly. A comédia, sobre a vida de Jim Dodge, retrata a busca do jovem por um emprego para encontrar um rumo na vida.

nota do editor: O QUE UM FILME DA SESSÃO DA TARDE TEM A VER COM A JÚLIA?

Eu respondo: tudo.

Júlia não sabia o que seguir profissionalmente. Mergulhando sem saber nadar, como sempre, colocou as fichas na mesa. Engenharia Química, pensou. Biologia, talvez. Quem sabe, por que não, Matemática. Escolhas tão lógicas quanto Fred no ataque da Seleção na Copa. Ou seja: a confusão mental paírava sobre a cabeça de Julinha.

Até que, um dia.. uma doença grave acometeu nossa aniversariante:

Síndrome do Toddynho

Daniela Albuquerque foi a primeira portadora da Síndrome do Toddynho, doença que encaminha pessoas com um futuro brilhante para migalhar um freela no jornalismo

Depois de trabalhar em uma papelaria e, veja você, atender beneficiários do Bolsa Família em uma repartição pública de Novo Hamburgo, Júlia não conseguia se imaginar em uma profissão “séria”. Queria glamour, sofisticação, elegância. Escolheu o jornalismo. Errou na escolha. E adorou.

A escolha, decidida quase que através do rótulo do achocolatado, foi feita porque Júlia falava demais. Falava não, fala. Algo que comprovamos diariamente. E adoramos.

O jornalismo entrou na vida de Júlia no ano de 2013. A paixão, por óbvio, foi imediata. Amor à primeira vista. Para sempre. Até que o desemprego os separe - assim é para todos os jornalistas, caro leitor. No ano de 2014 (#vaitercopa), Júlia foi contratada pela TV e Rádio Unisinos para um estágio. Sim, nossa mergulhadora colocou a cara na água. Sem máscara de mergulho.

Um microfone na mão e uma pergunta na cabeça

A editora-chefe da TV Unisinos (ou chefa, como é chamada), Vanessa Ioris, considera Júlia, segundo ela, como “sua filha ruiva”.

“A Júlia é o tipo de pessoa que faz muita falta quando não está por perto. Tem um astral bacana, é inteligente e dedicada. Fico orgulhosa quando vejo o empenho dela na produção dos programas. Ela tem um jeitinho espevitado e, às vezes, é meio esquecidinha, mas isso acaba sendo mais engraçado do que um problema”.

A colega de trabalho - e amiga nas horas vagas - Jéssica Zang define Júlia como “singular”. E aponta uma característica diferenciada na companheira de labuta diária.

“Ela é a pessoa mais observadora que conheço. Ela sabe ser parceira e também sabe dar bons conselhos. É um prazer ter a Júlia como colega de aula, de trabalho e também como amiga”.
Da esquerda para a direita: Júlia, Joyce, Vanessa Ioris, Jéssica e Izadora. As meninas da TV Unisinos musando

Genial e geniosa

As duas palavras começam iguais e, surpreendentemente, terminam completamente opositivas. A primeira, genial, indica sabedoria, inteligência descomunal. A segunda, geniosa, remete ao gênio forte, a personalidade marcante. Sim, Júlia é tudo isso. Tudo ao mesmo tempo agora.

Não tem paciência para nada, que fique claro. E nem precisa. Faz o tempo correr em seu favor. É sensível no trato com as pessoas, parceira para todas as horas e amiga valorosa. Você, caro leitor, pode me confrontar afirmando que estou adjetivando demais. Eu, rebato, que ela é minha namorada. E todos os namorados adjetivam demais. Agradeça, amiguinho, por eu não ter escrito nenhum “eu te amo” na matéria até agora.

Para comprovar minha isenção jornalistica e afetiva, deixo que os próprios amigos de Júlia referenciem a “genialidade e a geniosidade” da aniversariante. Você lerá uma sessão de afagos - e alguns puxões de orelha. Nenhum, aliás, porque eu editei.

Sou um bom editor. Aliás, sou um bom namorado.

Allan Machado

“Já fui colega da Júlia em umas quatro cadeiras da faculdade. Ela é muito inteligente, sempre mostrou muito esforço e empenho em tudo. Não tenho dúvida que ela vai ter um baita futuro no jornalismo”.

Marcio do Carmo

“Eu conheci a Júlia na oitava serie. A primeira impressão que tive é que ela era o oposto de mim, ou seja, uma menina genial. Desde o começo senti uma simpatia constante e com o passar do tempo o laço foi ficando mais forte, cada vez mais amigos. Desejo o melhor possível na jornada dela, que tudo aquilo que ela plantou, ela possa colher e saborear as glorias percorridas”.

Tiago Kunz

“A Ramona (Júlia) é um exemplo de que ainda existem pessoas legais nesse mundo. Ela é uma daquelas pessoas com bom gosto e que não se importam com a aprovação dos outros. Ela me faz lembrar que nossa geração ainda não se perdeu e que o mundo tem lugar pra pessoas que querem se divertir de verdade.”

Júlia Soares

“Ela parece uma pessoa muito meiga. Preciso frisar também que adoro seus looks e batons, sempre muito harmoniosos e bonitos.”

Mailsom Portalete

“A Júlia tem uma capacidade comprovada de levantar o astral, deixar todo mundo feliz. Isso todos notam, ao longe. A alegria dela é extensiva.”

Os iguais se atraem

O tempo passou: ufa, ainda bem!

Carolina Zeni é estudante de jornalismo, ou seja, parceira profissional de Júlia. E amiga desde a sétima série do ensino fundamental. Ou quase sempre. As duas se uniram pelo veneno, acredite. Ao falar mal de uma colega de classe, uma se identificou com a outra. Duas línguas que falavam a mesma língua. Só poderiam ser melhores amigas. Para sempre.

Desde a sétima série competindo para ver quem come mais rápido

Para Carolina, Júlia é um tesouro. Nada mais justo que deixar o coração expor o que a convivência, a amizade e o companheirismo tem pra dizer.

“Ser amiga dela é fazer valer a pena viver nessa vida. Ela sempre vai ser muito especial, somos dois corações, uma amizade que desde a sétima série foi entregue de corpo e alma. Muitos abraços, choros, risos, tapas, brigas. Isso tudo fez com que a amizade dela seja essencial pra mim.”

Entre os momentos mais emocionantes que as duas passaram juntas, Carolina lembra da formatura do ensino médio, em que as duas foram oradoras e, afirma, “estavam tensas, com medo de cair no palco”. Uma homenagem, que Júlia prestou nos 15 anos de Carolina também ficou marcada.

“Lembro dos meus 15 anos. A Júlia fez uma homenagem que até hoje marca a minha memoria, me entregando um cartão presente que está exposto no meu quarto até hoje.”

Sempre com alimentos por perto, Júlia e Carolina não se separam. Seja para estudar, discutir teorias jornalísticas ou avaliar o Grêmio, time do coração das duas. A união, que começou com uma fofoca, hoje é mais sólida que qualquer fuxico. Nenhuma intriga separa o que as línguas uniram.


O dia mais feliz

Foco no show, não na foto

21 de janeiro de 2015. Júlia é fã incondicional de Dave Grohl e sua trupe. Era hora do show. E ela foi. E ele foi único. A expectativa pelo show foi tamanha que, meses antes, o assunto era somente este: 21 de janeiro de 2015. Quem lembra é Khael Santos, que acompanhou Júlia no evento.

“Certa feita convidei ela pra dois shows: da Turma do Pagode e do Foo Fighters. O primeiro foi recusado. Em compensação o segundo… Entre o fim de 2014 e o início de 2015 (mais precisamente até a data do show) ela não conseguia falar de outro assunto. “Como a gente vai?”, “Que horas vamos?”, “Que horas tu vai sair do trabalho”. Até previsão do tempo ela olhava para decidir que roupa usar. Lógico que tive que aturar a contagem regressiva. Pena que ela é uma anã e não conseguiu ver o show direito”.

O show, é claro, foi inesquecível. E para não ficar de fora da festa, vamos com “Everlong”, cantada naquela noite - e por muitas outras - por Júlia e milhares de vozes que ecoavam em Porto Alegre.


MOMENTOS JÚLIA

Primeiro, é necessário explicar: Júlia têm coisas que só ela faria. Mais ninguém. Situações que são, no mínimo, inexplicáveis. E só acontecem no lindo mundo de Julinha. Estas são expressões genuínas do “que é ser Júlia”. Acompanhe:

1 - Dormir durante o Festival do Chopp da Feliz em duas edições seguidas

Da esquerda para direita: Djover, este escriba amigo que vos fala, Khael, Carolina, Júlia (dormindo na foto e no Festival), Tiago e Júlia Blauth. Diversão e sono na Feliz

Júlia dormiu em 2014 escorada em uma mesa dentro do pavilhão do Festival do Chopp na Feliz. Em 2015, repetiu a dose. Foi a primeira a desistir e ir para a van dormir entre os sete amigos. Khael é quem conta esta história.

“Eu fui praticamente intimado pela Júlia para ir no Festival. Perdi até uma festa na Woods, inclusive. Chegando lá, ela estava super empolgada e animada para virar uns canecos. Tão empolgada que chegamos à 1h da manhã e, às 3h, ela já estava indo para a van dormir, caindo de sono.”

2 - Falar palavrão ao vivo na Rádio Unisinos FM

Ok, desta história pouca gente lembra. Mas a animação de Júlia é tanta, que, durante o programa “Blá, Blá, Blá”, da Unisinos FM, nossa aniversariante soltou um “eu fico puta da cara” no meio do primeiro bloco. Detalhe: ao vivo. Outro detalhe: a rádio faz parte de uma fundação jesuíta. Os padres, estes sim, devem ter ficado putos da cara.

3 - A queda na piscina - e o celular de molho

Vamos admitir: Júlia gosta de beber. E nós adoramos quando ela fica, digamos, mais engraçada do que o habitual. Entretanto, em uma festa de 2014, Julinha, pra lá de Bagdá, resolveu se atirar em uma piscina. Com roupa, celular e juízo. Lembre-se, caro leitor: ela não sabe nadar. Resultado: gripe, broncas familiares, celular estragado e a hidrofobia cada vez mais latente.

4 - CSI Novo Hamburgo e a camisinha Rolla

A criatividade sempre foi o forte de Júlia. Em um trabalho para a cadeira de Fotografia na faculdade, era necessário fazer a criação de uma marca ou a readaptação de uma já existente. Quem conta essa história é o Allan.

“Alguém comentou que tinha aquela camisinha Olla. Pensamos: vamos colocar Rolla. Todo o grupo curtiu. E a Júlia ria muito, sempre. Aí fizemos uma foto com a ideia de “Faça sexo com segurança”, com todos vestidos de segurança e com a marca que criamos. O problema foi que a foto ficou parecendo aquelas de CSI, aí virou zueira. Foi hilário!”
CSI Novo Hamburgo: combatendo o crime e a falta de camisinhas

5 - A tartaruga Tony Homes

Digamos, para ficar no terreno da gentileza, que a Júlia confunde algumas coisas, de vez em quando. Em certo dia, assistindo televisão, não lembrava de jeito nenhum o nome do ator da propaganda da marca de carnes Friboi. Na hora, lembrou e tascou: Tony Homes. Risos gerais. Tempos depois, Júlia ganhou uma tartaruga de pelúcia. Seu nome? Tony Homes, é claro.

6 - Apartamento batizado

Quando pequena, e até hoje, Júlia tem o seleto hábito de comer rápido. Muito rápido. Certo dia, por volta de seus cinco anos de idade, ficou no apartamento com o padastro Lázaro, enquanto sua mãe Raquel tinha saído. Júlia desandou a comer tudo que via pela frente. Meia hora depois, surpresa! Vômito por todos os lados. Raquel entra desesperada no apartamento todo sujo. E determina: nunca mais deixaremos a Júlia comer tão rápido. Ledo engano.

7 - 7x1 de olhos fechados

Já sabemos que Júlia é soneca. O que não sabemos é que ela foi uma das poucas brasileiras que evitou o sofrimento da derrota para a Alemanha na Copa do Mundo. Nossa aniversariante, acredite, dormiu antes do jogo. E descansou até o gol de Oscar. Ou seja: evitou acompanhar o massacre. Premonição ou apenas solonência? Você decide.

8 - O twitter de Júlia

Pessoas usam o Twitter para falar da vida, comentar programas e interagir entre si. Júlia, por si só, teria que ser diferente. Ela é a única pessoa que faz contagem regressiva de show (Foo Fighters, bem como Khael disse) e que comenta todas as vezes que Fernanda Lima aparece na tela da Globo.

#pokaanimação

9 - Buraco negro

Tudo na mão de Júlia pode sumir. Desde um cartão-refeição com o valor integral do mês até, surpreendentemente, uma garrafa de água. Quem conta esta história é Vanessa Ioris.

“Teve um dia que eu pedi pra ela apenas levar minha garrafa de água do Fratello para a redação da TV. Quando cheguei na minha mesa, eu perguntei: “Júlia, onde você colocou a garrafa?”. Ela olhou, pensou e começou a procurar por tudo: em outras salas, no lixo, enfim. Até hoje ela não lembra o que fez com a garrafa. Mistério!”

10 - Soneca no TM3

A viagem corria bem. Sapucaia do Sul-Gravataí, trajeto tranquilo, porém esburacado. Júlia, cansada depois de uma noite mal dormida, se encosta na pessoa ao lado do seu banco. Pena, no entanto, que ela não conhecia a moça. Julinha dormiu o caminho inteiro com o olhar cúmplice da menina que foi seu travesseiro.

11 - São Paulo é logo ali

Uma excursão para São Paulo com a turma da faculdade marcou o final do ano de 2014 de Júlia. Além de bater muita perna no centro da cidade, nossa personagem ainda visitou os estúdios da Bandeirantes, SBT e Globo. E é claro: não faltou aquele papo, ao pé do ouvido com Jô Soares. Que figura!

Jô Soares parece meio plastificado. Deve ser o Botox.

12 - Veranópolis e a Geral

Segunda ida de Júlia à Arena do Grêmio. Campeonato Gaúcho. Jogo contra o Veranópolis. Cantando vitória até o gol da equipe visitante. 1x0. Felipão saiu mais cedo de campo e Julinha ficou emburrada em um canto da Geral. Deu dó. Meu coração colorado nunca torceu tanto por um gol do Grêmio.

A Arena é grande e Júlia é pequena

E eu?

Pois é, amiguinhos. Esta foi uma forma de dizer: eu não existo. Quem existe é ela. Júlia Ramona Michel Linck dos Santos. 20 anos de uma vida digna de ser vivida. Com muita risada, muita felicidade, muitos amigos e muita água.

nota do editor: EPA! OPA! ÁGUA?!

Sim, água. Esta matéria foi uma imersão. Imersão na vida de Júlia, de Julinha, e de tantas outras que existem nela. Eu, que estou escrevendo estas mal traçadas linhas, só peço uma coisa: vai sem medo. Isso tudo que você leu, tenha certeza, te prova que você venceu o mar. Navega, sempre. E nos próximos vinte anos, eu vou estar aqui. Vencendo a correnteza, te puxando do repuxo e fazendo textos enormes. Afinal, cada um dá o que pode. Eu te dou palavras, você me dá amor.

nota do editor: AGORA QUE VEM O “EU TE AMO”?

É, agora mesmo. Vamos lá: eu te amo.

Nossa primeira foto é como o mar. A gente enfrentou toda a correnteza. Obrigado por ser meu bote salva-vidas

Acabou o texto. Cuidem para não afogar.

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