A presença das marcas no Spotify como estratégia para se aproximar dos consumidores

Por Thayná de Souza Santos

Criado em 2008, o canal de streaming tem se tornado um dos meios preferidos quando o assunto é engajamento e aproximação entre marcas e consumidores. Isso acontece porque temos trilhas sonoras para praticamente todos os momentos das nossas vidas. Ouvimos música enquanto estamos no carro, em lojas, usando transporte público, no trabalho, enquanto nos exercitamos e até mesmo enquanto limpamos a casa.

Essa influência musical mexe com nosso emocional, nos conecta com outras pessoas e induz na tomada de decisões de forma subconsciente, além de ser uma “linguagem universal”, compreendida por pessoas de raças e culturas diferentes.

Pensando em comprovar o quanto a música é importante e está presente no nosso dia a dia, o Spotify que atualmente é a maior plataforma de streaming do mundo, realizou uma pesquisa onde revelou que seus 75 milhões de usuários ouvem música pelo menos uma vez ao dia, e que o tempo médio de uma pessoa ouvindo música é de aproximadamente 2 horas e meia. Outros dados apresentados por essa pesquisa indicam que no território nacional, 70% do consumo de música na plataforma é realizada por jovens entre 15 e 24 anos, seguido de 58% com idade entre 25 a 34 anos e 46% entre os 35 e 44 anos e as faixas etárias acima dessas idades são de aproximadamente 26% dos usuários.

Isso acaba transformando o canal em uma das maneiras mais eficazes de conseguir chamar a atenção daqueles que já conhecem a marca ou que podem se tornar futuros consumidores.

Ainda existem muitas controvérsias sobre a utilização da música para fidelizar os consumidores e obter resultados, porém, uma vez que uma marca possui uma seleção de artistas que vão de encontro com o gosto musical de seus clientes, isso faz com que o público associe essa marca a seus artistas favoritos, o que resulta em um alto poder de engajamento e retenção. Automaticamente, por estar envolvido de maneira emocional, a percepção do valor da marca é aumentada, ocorrendo também a potencialização do alcance da mensagem que a marca deseja passar.

Uma marca que conseguiu resultados e criar uma experiência diferenciada para seus consumidores foi a Adidas que fez uma parceria com o Spotify e lançou o “adidas go”, aplicativo que usa o acelerômetro do iPhone para selecionar as músicas que o corredor vai ouvir enquanto faz seu treinamento. O mais interessante é que o sistema calcula a velocidade do passo do usuário para identificar e tocar automaticamente faixas do acervo da plataforma que tenham a mesma batida por minuto.

A ideia possibilitou que seus usuários tivessem playlists personalizadas e exclusivas além de ajudá-los a expandir suas trilhas sonoras, uma vez que o aplicativo trouxe novas músicas durante o treino baseando-se nas playlists preferidas, artistas e gêneros que o usuário já costuma ouvir.

Tudo isso faz da música uma forma de entretenimento e uma poderosa ferramenta de venda ao mesmo tempo. O portal de música Vagalume realizou uma pesquisa para comprovar que artistas possuem influência sobre a decisão de compra de seus fãs, e o resultado? 59% das pessoas afirmaram compram algum produto associado aos seus ídolos.

Mas para que não haja divergência entre o perfil do consumidor e o dna musical da marca, e a empresa acabe atingindo pessoas que não irão realizar a aquisição do produto, é importante que haja a curadoria musical por parte de profissionais especializados que entendam sobre music business e saibam criar playlist personalizadas de acordo com o público-alvo.

Para fugir do erro marcas investem no auxílio de agências de Music Branding, pois elas são capazes de realizar estudos profundos sobre o perfil da empresa, da marca e dos clientes, para selecionar músicas e artistas que estejam de acordo com a mensagem desejada.

Então que tal se juntar a marcas que conseguem alcançar públicos engajados e contar suas histórias através da música? Lembre-se, a regra que deve ser seguida é “seja relevante ou saia do jogo”.

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