Peru

Místico, Sagrado e Arrebatador

Não se deixe enganar pelo aparente caos urbano que surge à primeira vista, Lima, a capital do Peru guarda atrativos que valem a atenção dos turistas: a culinária imbatível, as ruas históricas, o povo acolhedor, as falésias gigantescas, o por do sol arrebatador.

Ainda preserva seu passado colonial em lugares imperdíveis como o Centro Histórico, declarado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. As construções são bem preservadas e impressionam o visitante.

Para começar, dê um passeio pela clássica Plaza de Armas — o coração do Império Espanhol. Encontre símbolos arquitetônicos da cidade, visite a Catedral Inaugurada em 1538, de arquitetura barroca, a Catedral de Lima, já foi reconstruída diversas vezes devido aos terremotos que assolaram o país. Apesar disso, ela preserva seu charme e merece uma visita detalhada graças aos seus mosaicos. Ela guarda os restos mortais de Francisco Pizarro, libertador espanhol que reinaugurou a cidade em 1535

Saindo do Centro Histórico, uma das das principais atrações da cidade, visite outros pontos turísticos, como o Museu Larco, localizado em um belo casarão, expõe um número significante de peças que contam a história do país e de suas antigas civilizações.

O distrito de Miraflores é um dos pontos mais badalados da capital, com uma bela área arborizada onde os visitantes pausam para relaxar. é ponto de encontro de turistas e locais nos finais de semana — um jeito de explorar a região é alugar bicicletas e passear pela ciclovia, que abrange toda a orla florida conhecido por suas praias, jardins e shoppings

O Parque de La Reserva guarda uma atração noturna divertidíssima: o Circuito das Águas, com luzes que provocam encantamento no visitante.

Por fim, o passeio pela Huaca Pucllana é imperdível. A construção piramidal é um sítio arqueológico que já foi considerado como um dos mais importantes centros cerimoniais dos povos pré-hispânicos do país. Hoje, ele serve como palco de shows e abriga um museu.

Para além de suas atrações que remetem ao passado, a capital peruana é o lugar certo para explorar a rica gastronomia do país. Vale lembrar que o 4º no hanking dos melhores restaurantes do mundo em 2016, o Centro se encontra na cidade. Não deixe de saborear deliciosos ceviches e pratos a base de milho e batata, ou algumas das frutas e pescados mais diferentes que você já provou.


Machu Picchu

Fruto da engenharia megalítica inca, a ancestral cidade de pedra comemorou no dia 24 de julho de 2011 o centenário de seu descobrimento cientifico. Machu Picchu (em quíchua Machu Pikchu, “velha montanha”), também chamada “cidade perdida dos Incas”, é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, atual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.

A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história inca, tudo planejado para a passagem do deus sol. O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interação com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

A partir da cidade de Cusco a viagem de trem leva três a quatro horas, até chegar ao povoado de Águas Calientes. Neste local há micro-ônibus frequentes, que levam cerca de 30 minutos para chegar a Machu Picchu.

A chegada a Porta do Sol é pura emoção . Recompensa para os 42 Km de sobe e desce em zigue e zague pelos Andes. Altitude que ultrapassam os 4 mil metros.Dali avista-se pela primeira vez Machu Picchu.


Templo do Sol

O recinto curvo do Templo do Sol ou Torreón

O Templo do Sol é acessível por uma porta dupla, que permanecia fechada (há restos de um mecanismo de segurança). A edificação principal é conhecida como “Torreón”, de blocos finamente lavrados. Foi usado para cerimônias relacionadas com o solstício de verão. Uma de suas janelas mostra sinais de ornamentos incrustados que foram arrancados em algum momento da história de Machu Picchu, destruindo parte de sua estrutura. Mostra também sinais de um grande incêndio no lugar. O Torreón está construído sobre uma grande rocha sob a qual há uma pequena cova que foi forrada completamente com argamassa fina. Supõe-se que foi um mausoleo e que em seu interior haveria múmias. Especula -se e há indícios para afirmar que pode ser o mausoleo de Pachacutec e que sua múmia esteve ali até pouco depois da chegada dos espanhóis em Cusco

Zona sagrada

A estrutura conhecida como Templo Principal.

É chamado assim o conjunto de construções dispostas em torno de um pátio quadrado. Todas as evidências indicam que o lugar estava destinado a diferentes rituais. Inclui dois dos melhores edifícios de Machu Picchu, que estám formados por rochas trabalhadas de grade tamanho: O Templo das Três Janelas, cujos muros de grandes blocos poligonais foram postos como um quebra-cabeças, e o Templo Principal, de blocos mais regulares, que se crê que foi o principal recinto cerimonial da cidade. Junto com este último está a chamada casa do sacerdote, ou câmara dos ornamentos. Há indícios que sugerem que o conjunto geral não terminou de ser construído.

Intihuatana: “calendário” solar.

Trata-se de uma colina cujos lados foram convertidos em terraços, tomando a forma de uma grande pirâmide de base poligonal. Inclui duas largas escadas de acesso, ao norte e ao sul, sendo esta última especialmente interessante por estar em largo trecho talhada em um só rocha. No alto, rodeada de construções da elite, encontra-se a pedra Intihuatana (“onde se amarra o Sol”), um dos objetos mais estudados de Machu Picchu, que foi relacionado com uma série de lugares considerados sagrados a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronômicos e as montanha circundantes


Cusco

Todos os caminhos incas levam a Cusco

E a antiga e eterna capital sagrada leva a todos os cantos daquele que foi o único império das Américas. A atual Praça de Armas, histórica Hakaypata,, é o marco zero da civilização que se ergueu sobre os Andes, se esparramou pela costa do Pacifico e avançou Floresta Amazônica adentro. Hoje, o ”umbigo do mundo” , mantém indícios de seu esplendor e serve de base para os viajantes explorarem o vale Sagrado e, claro Machu Picchu. A 3.400 metros de altitude, Cuzco contabiliza mais de 400 mil habitantes e dispõe de diversos serviços turísticos.

Há hospedagem e restaurantes para todos os gostos e bolsos, além de agências com os mais variados tours, de visitas a rica herança incaica a atividades radicais: rafting no Rio Uurubamba, trekkings puxados, moutain bike, e outras opções. Dentre elas, a mais esquizofrênica, de longe, é o bungee Jumping em que quem joga nu não paga. Ocupada por turistas do mundo todo, Cuzco também se destaca por uma noite mais badaladas. Redutos tradicionais, como o Mama África, e modernosos, como o Incabar, reúnem gente disposta a varar a madrugada. A noitada rola solta ao redor da Praça de Armas, ponto de referencia estratégico para conseguir encontrar o caminho do hotel. Mas é dia que Cuzco encanta quem a visita.

Projetada e erguida sob o governo de Pachacútec, o maior dentre os poderosos incas, a cidade tinha originalmente a forma de um puma, animal cultuado nos Andes, de acordo com a visão de cosmos que norteou todas as ações dos povos pré-hispânicos. Era delimitada pelos Rios Sapi e Tullumayo. Na parte mais alta está Sacsayhuaman, território sagrado interpretado pelos espanhóis como fortaleza militar por causa das imensas muralhas megalíticas, as maiores do mundo andino, que a cercam. Tratava-se, na realidade, de um imponente centro de culto religioso e devoção a 3,6 mil metros de altitude. Em Sacsayhuaman celebra-se atualmente o Inti Raymi, ou Festa do Sol, a grande comunhão do povo inca. A encenação ocorre durante o solstício de inverno, em 24 de junho, e reúne milhares de curiosos, um grande orgulho para os cusquenõs.

No entanto, a obra-prima de Qzosqo, grafia original em quéchua de Cuzco, é o Qoricancha. Ali ficava o Templo do Sol, cujas paredes estavam recobertas por lâminas de ouro e de prata, e oferecia áreas de culto ás deidades do Tahuantisuyo, o nome autêntico do Império Inca, entre eles Wiracocha (divindade suprema), Inti (Sol), Quilla (Lua), Chaska (Vênus), Jacumama (Àgua), Illapa (Trovão) e outros. Funcionava também como centro de peregrinação e obrigava sarcófagos inca, cujas múmias de governantes e entes das castas nobres eram recobertas por ouro, joias e adornos, além de utensílios de uso diário.

Depois da chegada dos espanhóis, em 1532, o Qoricacancha foi pilhado e destruído. Sobre seus alicerces ergueu-se o Convento de São Domingo. O mesmo ocorreu na atual Praça de Armas, a Haukaypata incaiaca: onde hoje estão a Catedral e a Igreja da Companhia de Jesus também funcionavam templos incas.

Pertinho dali, na Rua Hatum Rumiyoc, encontra-se a pedra de 12 ângulos, um dos símbolos de Cuzco. O bloco compunha o muro da residência de Inca Roca, onde hoje é o Palácio do Arcebispo. Essa estreita via de pedras ancestrais conduz a um belo passeio pelos bairros mais autênticos, como San Blas.

Vale Sagrado

Deixe-se levar

Picos nevados, povoados ancestrais, terras férteis, furiosos cursos d’água, herança arqueológica sem igual, paisagens alucinantes nas alturas dos Andes escondem, protegem e revelam aquele que para sempre será reconhecido como o Vale Sagrado dos incas.

Uma experiência enriquecedora para qualquer viajante. São muitas opções. A mais de 3,700 metros de altitude e a cerca de 50 quilômetros de Cusco, por exemplo, esconde-se o acanhado povoado de Maras. Ao redor, a paisagem é dominada pelo onipresente nevado Chicon.

Há extração de sal, que brota das montanhas, em mais de 3 mil poços explorados no inverno, época seca. É um visual assustador. Ainda mais impressionante, Moray parece coisa alienígenas. Estudos recentes indicam que ali foi uma espécie de laboratório agrícola em que os incas experimentaram diferentes cultivos.

Os terraços formam galerias concêntricas de até 45 metros de profundidade. Ali reproduziam-se os microclimas andinos nos andares escavados conforme o recorte natural do vale. Nos Andes peruanos cultivam-se 45 variedades de milho, dos quais 14 ocorrem no Vale Sagrado, incluindo o choclo, o maior de todos, presença constante nas mesas.

Visite o Peru! Você vai se apaixonar !!!

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