
Sicília
Riqueza e Encanto
Visitar a Sicília é descobrir uma Itália diferente. É descobrir a ilha da cultura, das procissões, belas praias, ruínas, montanhas e o maior vulcão ativo da Europa, mas sempre com os cheiros das laranjeiras, dos limões e das tangerinas…com misturas raças, costumes e cores. Autentica no sotaque, no coração e tradição, com moradores falando alto, paisagens delicadas e vilarejos com um quê do passado, se mantém autentica e conquista em todos os detalhes.
Nas casinhas com quintais de terra e flores na janela com limoeiros ao fundo, nas altas montanhas de pedra e capim dourado, com temerosas estradinhas em ziguezague, que recompensam a coragem com o azul do mar. Nos caminhos estreitos, das pontes românticas e da gritaria dos mercados de rua, das sacadas com bandeiras vermelhas, amarelas e brancas que colorem as vielas estreitas, no tempero regional, percebe-se a riqueza e o encanto guardado em cada cidade, em cada cantinho, em cada siciliano que acolhe e conquista sem fazer esforço, fazendo -nos sentir em casa e sem vontade de ir embora

Entre os mares do Mediterrâneo, Ionian e Tyrrhenian, está a Sicília, uma ilha invadida durante séculos por gregos, romanos, normandos, cartagineses, árabes e espanhóis e que desempenhou um papel muito importante na História da república, tendo sido, durante muitos anos, o principal ponto de comércio na época.
Há quem diga que a Sicília é um museu ao ar livre, Só de sítios arqueológicos, são mais de 260 catalogados, entre conjuntos de templos, anfiteatros gregos, fortalezas, torres, igrejas, e palácios. Lado a lado, um pouco de todos os povos e culturas que passaram pela ilha ao longo de séculos emolduram esse cenário de um mar cristalino de águas mornas e límpidas.
A ilha é composta por nove províncias: Palermo (a capital), Catania, Siracusa, Agrigento e Taormina, muito conhecidas e procuradas pelos turistas, Caltanissetta, Enna, Messina, Ragusa e Trapani. A beleza das cidades da Sicília é impressionante, assim como o grande número de habitantes e lugares.
Palermo


A capital e a maior cidade da Sicília e quinta mais populosa da Itália, localizada na costa norte da ilha é o principal centro econômico , cultural e histórico . Uma cidade de contrastes. Sua herança monumental possui mais de 50 palácios e 80 igrejas em estilos diferentes. Dividida em 4 partes pelo cruzamentos das ruas Maqueda e Vittorio Emanuele, ponto de partida para conhece-la. Em todos os locais prolifera o estilo barroco, memória do último esplendor Bourbon da cidade, que tem a sua representação na igreja de Gesú, a de San Domenico e as fontes de Quattro Canti.
Hospede-se no Grad Hotel Villa Igiea uma villa restaurada nos finais do século XIX com seus afrescos, decoração e mobiliário originais.

Agrigento e Messina

Agrigento com as suas imponentes ruínas gregas à beira do mar, e Messina primeiro porto da Sicília, com a igreja Della Annunzuata dei Catalani e Santa Caterina Valverde
Catania


É a cidade mais ligada ao Etna e muitas das suas construções foram feitas com a lava negra do vulcão. Por essa mesma proximidade, a cidade foi destruída muitas vezes — a maior parte de seu contorno atual pertence ao século XVIII, quando ruas mais largas e construções baixas foram feitas para evitar efeitos de terramotos e diminuir as consequências de uma erupção. Não deixe de visitar, além do Etna, claro, o Mercato della Pescheria, na Via Garibaldi, especialmente animado de manhã, o Teatro Romano, com capacidade original para 7000 pessoas, e o Castello Ursin.
Segesta


Aqui encontram-se alguns dos templos helênicos mais importantes do Mundo devido ao seu ótimo estado de conservação, além de um teatro com capacidade para 3000 pessoas também muito conservado.
Cefalù


É outra cidade histórica, toda murada e debruçada sobre o mar. Antiga vila de pescadores, hoje, é um dos locais mais chiques da Sicília e, juntamente com a igualmente bela Taormina, disputa a preferência dos turistas.
Trapani


Conhecida pelos gregos como DRE8PANON (foice), foi um importante porto desde o século 3 a.C.. Foi quase toda construída sobre salinas — os normandos escreveram que era a cidade mais branca que já haviam visto. Hoje, com 70 mil habitantes, tem um animado centro antigo, com ruas repletas de crianças, adolescentes, idosos, bicicletas e carros.
Caminhe pelo calçadão, com flores nas sacadas, mesas nas calçadas e várias lojas. Visite a Catedral de San Lorenzo (1635), a Purgatório (século 17), o bairro judaico e ande pela rua próxima ao antigo mercado de peixe.
De Trapani siga para Erice em um trajeto feito por uma estradinha de curvas acentuadas, que oferece mais de meia hora de paisagens espetaculares. Ou por um bondinho que acomoda até oito pessoas e que reduz para 11 minutos a apreciação da vista.
Erice
um doce ar de mistério


Doce cidade medieval Às vezes faz frio e há umidade nas paredes de pedras. Lá em baixo, no mar que banha Trapani, faz calor . São 15 quilômetros de distancia, apenas. O suficiente para separar dois mundos distintos. No topo do monte Eryx, também conhecido como San Giuliano, faz frio. Na imensidão branca, uma torre gótica se revela aos poucos: é parte da Chiesa Madre, a catedral do século 124. Parece austera, mas seu interior luminoso diz muito sobre o local: por trás da reduza das pedras, há uma simpática cidade a ser descoberta a pé. Encante-se com as lojas de doces, vinhos e souvenirs, dos quais as louças e objetos de cerâmica são os mais tradicionais. Ai vivem de 100 a 150 pessoas , mas a informação oficial é de que toda a cidade tem quase 30 mil habitantes.
. Conta-se que Erice foi formada pela mistura de foragidos da Guerra de Troia. Fato é que foram os élimos que ergueram a cidade, que recebeu ainda influências de fenícios, gregos, romanos, árabes e normandos. Originalmente, Erice era local de culto á deusa da fertilidade, Vênus ( Venere Ericina, daí seu nome). A cidade pouco mudou desde a Idade Média, dentro dos limites de suas muralhas. Estão lá suas três portas de entrada e pelo menos 15 igrejas. Entre elas, visite as de San Giovanni Battista século 13 e San Cataldo. Vá acompanhado: mesmo com sol a pino, se perder sozinho pelos caminhos de Erice dá arrepio. Dá a impressão de que seus portões se fecham quando o último turista vai embora. Mas, provavelmente, você vai querer ficar preso na cidade das brumas.
Taormina

Com jeito de destino de lua de mel, Taormina provoca amor á primeira vista e é ponto de partida para conhecer o vulcão mais alto e ativo da Europa.

É o mais famoso centro turístico da Sicília, perfeito para se familiarizar com o povo, a culinária e a cultura siciliana. É daquelas cidadezinhas adoráveis que você escolhe para passar a lua de mel. Deve ser por isso que casamento por ali, provoca até congestionamento em frente á catedral e na Piazza IX Aprile. É da praça que se tem uma das vistas mais bonitas: as casinhas na encosta, os quintais com limoeiros e cactos, o azul do mar jônico e o sempre ativo, e volta e meia fumegante, Monte Etna.
É difícil explicar o encantamento que a cidade causa e que faz com que ela seja um dos principais destinos turísticos da Sicília. Encravada na encosta do Monte Tauro, a 200 metros do nível do mar, na província de Messina, Taormina mistura igrejinhas, casinhas coloridas e floridas, antiquários, butiques, lojas de arte, cafés, restaurantes charmosos, praias próximas e história. É bella.
Fundada em 358 a.C., foi colonizada por gregos, romanos, bizantinos e árabes. Dos primeiros, ela ostenta o Teatro Grego, do século 3 a.C., cartão-postal da cidade e usado até hoje para óperas e shows, com capacidade para 5 mil pessoas. Percorrer o principal de Taormina é simples e pode ser feito em um dia. Basta caminhar 20 minutos, em passos rápidos, pelo Corso Humberto I, a via pulsante do centro antigo. Mas esqueça a pressa. Taormina é para ser sorvida em pequenas descobertas. Por isso, deixe- se envolver pelo clima que inspirou escritores e artistas como D.H Lawrence, Goethe, Nietzsche, Oscar Wilde, Copolla, Fellini e Liz Taylor e embrenhe-se pelas escadinhas que saem da rua você poderá encontrar uma cantina com música italiana ao vivo, lojinhas de arte e até o Parque Duca Di Cesaro, na Villa Comunale, criado no fim do século 19 por Lady Florence Trevely, uma observadora de pássaros. Sempre alerta.
Hospede-se no Belmond Grand Hotel Situado ao alto das montanhas rochosas da costa leste da Sicília, é conhecido como um dos refúgios mais glamourosos da Itália . O primeiro hotel a ser construído em Taormina, ostenta uma localização perfeita, diretamente em frente ao Teatro Grego



Pano de fundo para as melhores fotos em Taormina, o vulcão Etna esta tão próximo dali, a 59 quilômetros, que é irresistível não dar um pulinho até ele. São 45 minutos de carro.
Pelos cenários de ‘ O PODEROSO CHEFÃO ‘
Nessa parte da Sicília, a 15 quilômetros da Taormina, os relógios parecem ter parado no inicio do século 20. Savoca fundada em 1139 tinha quase o triplo dos habitantes de hoje foi uma boa opção para Francis Ford Coppola na década de 1970 –.

Apesar de muitas casas terem sido acrescentadas em 40 anos, a cidade parece não ter sofrido tanto com a globalização nem com os ônibus de turismo. Equilibrada em colinas da província de Messina, a 300 metros do nível do mar, Savoca é alcançada por uma estrada que serpenteia entre quintais com limoeiros. É vendida como a Cidade das Artes. Mas ali importa mesmo é respirar a atmosfera do filme, reconhecer as cenas, romantizar a máfia, ser um pouco Michael Corleone(Al Pacino). Sente no Bar Vitelli, na praça principal, peça uma cerveja ou uma granita, a raspadinha italiana. Discorra sobre a beleza do local, como o personagem fez neste mesmo bar em que pediu Apollonia ( Simonetta Stefanelli) em casamento no primeiro filme. As cadeiras não são as mesmas e hoje uma trepadeira oferece sombra ás mesas. Mas é possível respirar a cena. Dentro, há fotos da película e objetos antigos, misturados a limões e uma carabina. Da até para imaginar Coppola se movimentando pela praça para captar o melhor ângulo da festa de casamento dos personagens.


Encante-se com a vista que chega ao mar jônico. Dali você verá no alto a igreja San Nicolo ( ou Santa Lucia), que pouco guarda de sua fundação no século 13. Foi nela que Michael e Apollonia se casaram e, embora apareça pouco, é emocionante estar ali. É como se nada disso se tratasse de filme e sim a saga real de uma família de sicilianos mafiosos
Outro Set Forza D’Agro, com menos de mil habitantes espalhados em 11 quilômetros quadrados. Ainda menos globalizada, com jeito de aldeia, ela acabou aparecendo em cenas de três filmes. E na praça principal e na igreja de Santa Annunziata e Assunta ( século 15) que Michael leva sua mulher, Kay ( Diane Keaton). Ela também ira visitar, no terceiro filme, a Chiesa de SS. Trinita, do século15. O Poderoso Chefão não foi o único filme a usá-la como cenário. Ao menos outros 14 foram rodados lá como II Richiamo del Sangue ( Call of the Blood, 1948), Jessica ( A greve do Sexo, 1962) e Virilita (1974).


Por que tanto interesse em um pedaço de terra tão prazerosamente solitário? Talvez por sua beleza medieval, perfeita para cenas bucólicas, ou pela vista que se tem do mar, a 420 metros. Quem sabe se o motivo não seriam as ruínas do antigo castelo do conde Ruggero(século 11 e 12) envolto em mistérios nas suas passagens secretas ou na surrealidade já que foi usado como cemitério no fim do século 19. Tudo isso você descobre ao percorrer suas vielas, passando por casas amontoadas, de paredes amarelo-descascadas, com flore e roupas na janela — o legítimo siciliano do tecido balançando ao vento. Há poucas pessoas nas ruas na hora do almoço, há poucas pessoas na cidade inteira. Mas, quando se juntam, sempre parece o principio de uma confusão. Falam alto, como se estivessem brigando. Logo as gargalhadas fazem você se lembrar de que isso sim é a Itália, esse jeito expansivo que faz parte da trilha sonora local. Assim, afaste-se dos turistas, que não vão muito além da igreja Annunziata, tome o caminho da Via Roma e deixe-se levar numa viagem pelos sons da Sicilia.

