Suítes com grife

Estilistas criam projetos arquitetônicos exclusivos para hotéis de luxo — e transformam ambientes em passarelas do bom gosto

Nas 65 suítes, os ambientes são quase surreais — muitas são estilizadas sob inspiração de histórias infantis, como Alice no País das Maravilhas e Chapeuzinho Vermelho. Pelos corredores, há luminárias que se parecem com manequins. É assim a Maison Moschino, em Milão, hospedagem assinada pela equipe da marca de moda criada pelo estilista italiano Franco Moschino, falecido em 1997. Esse é um dos exemplos, talvez o mais exótico deles, de que os investidores do segmento estão apostando com mais frequência nos complexos assinados por grandes nomes da moda. São os hotéis de grife.


A tendência de unir moda e arquitetura teve o italiano Giorgio Armani, dono de um império de roupas elegantes espalhado pelo mundo, como um dos pioneiros. Isso ocorreu quando Armani assinou dois endereços em parceria com o grupo Emaar Properties, dos Emirados Árabes Unidos: o Hotel Armani Dubai, no edifício Burj Khalifa, e o Hotel Armani Milão. O estilista manteve as linhas retas, sóbrias, minimalistas e contemporâneas das suas coleções de moda, conservando um padrão de dualidade nas cores — terra e creme.


Os hotéis da Bulgari também seguem esse padrão mais sério. Projetadas pelo italiano Antonio Citterio, as hospedagens de Londres — recém inaugurada — , Milão e bali têm conceitos arquitetônicos locais, e portanto utilizam matérias-primas da região. Em Milão, por exemplo, Citterio aplicou mármores negro e branco, madeira de carvalho e bronze em um edifício da década de 1950 para criar contrastes sem perder o clima quente e aconchegante.

Matéria da Revista Caviar Lifestyle — Ano 1 — Nº 1 — 2012 — Pag. 118
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