O que o empreendedorismo pode ensinar para o Terceiro Setor

Nos últimos anos tenho estudado, lido, aprendido e compartilhado muita coisa sobre o empreendedorismo e tenho críticas àquelas pessoas que pensam sobre este assunto com uma visão limitada à abertura de empresas, startups, coisas modernosas e afins.

Gosto mesmo da vertente que traz o empreendedorismo como ATITUDE e coloca o empreendedor como o protagonista da situação, aquele que vai lá e faz.

Falando em gente que faz, “ô povo bão” esse do Terceiro Setor que arregaça as mangas e faz suas organizações funcionarem. São verdadeiros heróis que atendem demandas que o poder público não dá conta de atender, atuando pontual e localmente, enfim, resolvendo problemas sociais diversos e estruturando a pauta das discussões que são mais pertinentes à sociedade.

Agora imagina todo esse ‘potencial fazedor’ somado a instrumentos e metodologias que o universo empreendedor está disponibilizando! Vamos falar de cada uma dessas ferramentas em textos futuros, mas só para vocês leitores começarem a matutar, separei um kit de ferramentas que considero que fariam muita diferença dentro das Organizações do Terceiro Setor, a saber:
  • Canvas Social: é uma variação do modelo original conhecido como o Business Model Canvas para servir de ferramenta de gerenciamento estratégico e ajudar os empreendedores a desenvolverem e esboçarem modelos de negócio novos ou existentes. Uma das particularidades do Canvas para Negócios Sociais é que o empreendedor social deve identificar o problema social ou ambiental que a sua empresa pretende resolver.
  • Financiamento coletivo: quando várias pessoas se identificam com o seu projeto e resolvem contribuir financeiramente para que ele saia do papel. Baseado na economia colaborativa, tem como fundamento a premissa de que juntos todos podem conquistar seus objetivos.
  • Pitch: é o discurso claro e conciso de apresentação de uma ideia ou negócio para pessoas interessadas na solução que você oferece.
  • Círculo dourado: é apresentar-se sempre começando pelo o por quê, qual a sua motivação para aquela ação, seguido do como, quais os processos e valores de desenvolvimento e apenas no final descreva o que você faz.
  • Dragon Dreaming: uma metodologia que leva em conta os sonhos das pessoas para mantê-las engajadas em projetos criativos.

Um sonho que quero compartilhar com vocês: cada vez mais organizações hackeando todas essas ferramentas e aplicando-as dentro das suas atividades!

Dinâmica Construção da Rede, facilitada pelo 3º Setor HACKER durante um encontro da Rede Sesc em 2016

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