Danúbia e Ravi
Se existe algo tão polêmico quando a teoria do Big Bang, algo que promove tantas mudanças em alguém como cirurgias plásticas , ou algo tão grande quanto o céu, certamente você não sabe do que estou falando,não falo nada do que se toca, e sim do que se sente, algo que incomoda os vivos e vive os mortos , se você não o tem, você não é vivo, e se você não o sentir, você não está vivo. Estou falando daquilo que é capaz de de te fazer parar o mundo , o tempo e o espaço, e não, não é o semáforo, é aquilo que Platão diz ser uma doença e que Willian Shakespeare diz ser o sopro da vida, estamos falando do amor.
Dizem, há tempos, que o ódio por ódio se transformou em amor, e não, ódio não é o contrário de amor, o contrário do amor é a morte, amor é apenas uma variação de sentir algo por alguém, e o contrário de sentir, é não sentir, e quem não sente é morto.
Há tempos, não tanto tempo quanto imaginamos, mas faz algumas gerações que a família Montes e Reis não sabem o que é paz, são rivais desde sempre, e de herança e herança, o ódio virou vingança, e de toda a derrota uma esperança: Quem será o grande vencedor.
Não herdou troféu, nem tão pouco medalhas, e tanta gente havia morrido nesse conflito sem fim, tantos jovens, tantos sonhos, tantos corações virgens foram enterrados, e ninguém nunca percebera a barbaridade por nome do “ódio” por um simples sobrenome diferente.
E a ultima que morreu foi a pequena e dócil Ariel, de apenas 12 anos, morreu a espadadas no beco das Laranjas, com um golpe cruel e sem deixar nenhuma compaixão por uma criança, pela família rival, os Montes.
E a morte gerou confusão, a família de Ariel, os Reis, foram para o Castelo, reclamar não só da morte da Pequena Ariel, como com uma lista de todos aqueles que morreram pela suposta “vingança” da família Montes. E a Familial Montes, já preparada, preparou uma lista com motivos pelos quais estavam nessa disputa a gerações.
Saberá o Rei Leon II, que nada podia ser feito a não ser que eles mesmo percebessem o horror o qual estavam condenado as gerações seguintes , ele sabia que, não importava qual fosse a sua condenação, se fosse possível condenar alguém, já que ninguém tinha visto nenhum suspeito.
— Acho que já estamos cansados de mortes, se for para matar, que seja num duelo — oficializou — e que seja algo em publico, com juízes, armas iguais, assim como os gladiadores — continuou — uma atitude medieval para pessoas tais.
As famílias de olharam, e diante daquele clima de tensão no castelo, que fica a alguns quilômetros da cidadezinha a qual eles vinharem, o Rei Leon II, com todo o exercito dele por trás, por saber, como grande estrategista, que aquela rivalidade acabaria com a sua morte, após a Morte de Ariel, a família Reis ficou ociosa por vingança, na mesma medida, na mesma crueldade.
Algumas semanas depois, morrera duas crianças pequenas nas redondezas, os gêmeos Gabes e Tobias , gêmeos que simbolizavam a fertilidade da família Montes, eles foram mortos tão rápido e sem tortura,seus corpos foram levados a beira do rio como forma de “louvor” e as duas famílias foram novamente para o Castelo, a família Montes levando os corpos das crianças que foram mortas sem derrabar nenhuma gota de sangue.
E enquanto estava a algazarra, Rei Leon II estava pensando em convocar todos os seus soldados para guerrear contra todo aquele ódio , mas tudo o que ele conseguiu dizer perante as famílias foi:
— Não matem as crianças — peço — acho que não vamos mais discutir sobre essas crueldades aos presente dos Deuses — acabou por aqui essa reunião — sem vinganças, empatou.
Assim que o Rei falou essas palavras, EMPATOU um de seus soldados , bastardo da família dos Reis, lhe deu um golpe de espada, no pescoço, e arrancou-lhe a cabeça com uma velocidade que não deu nem tempo de perceber o que estava acontecendo.
Logo em seguida os soldados dos reis o mataram com um golpe fatal no coração — a Família Reis matou o rei na frente dos Montes, e agora.
