
Porta retrato vazio
Em cima da cômoda, no hack da sala e em qualquer lugar da casa que eu ouse entrar. Lá estará um porta retrato, cheio de lembranças mas agora meio vazio de significado.
Os detalhes ficaram maiores e por meio da dúvida vou alimentando minha desordem, irracional para alguns, inconsciente para muitos e para mim dói profundo. O âmago das lembranças que ficaram, me remetem à um passado não tão distante e ainda muito lembrado.
Revisitar memórias é como voltar a lugares reais mas que agora se tornaram fictícios, pois mesmo que o retrato esteja materializando o fato, não cabe mais olhá-lo e querer voltar à tudo aquilo.
Quem vive de intensidade, pode tentar disfarçar de todo jeito mas não esconde que no peito, a saudade lembra, o nome e sobrenome por inteiro. Talvez agora, o vazio te preencha enquanto te devora, das páginas viradas traz só as lembranças boas.
Por aqui ainda ficamos, mesmo que a vida esteja desmontada, vamos encontrar todas as peças e remontar esse quebra-cabeça, antes que dê enxaqueca — uma forma culta de dizer que dói a cuca. E quem sabe o coração entenda e obedeça.
E como se não bastasse a saudade sendo covarde, ainda há aqueles que me perguntam: “Fulano, e os planos para o futuro!?” e eu respondo ríspido: “O que sobrou agora, depois que ela acabou comigo?”
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