O “MÉTODO A VILA” DE ENCARAR A CRISE

Em tempos difíceis como os de hoje, saber lidar com os obstáculos e motivar os funcionários são fatores essenciais para o progresso e sobrevivência de qualquer empresa.

Mas infelizmente, não são todas as empresas que lidam bem com esse cenário, algumas inclusive resolvem encará-lo da maneira menos eficiente possível, usando o que eu chamo de “Método A Vila”.

Essa teoria foi criada com base filme do escritor e diretor indiano M. Night Shyalaman.

Resumidamente, o filme conta a história de um grupo de pessoas preocupadas com os perigos e problemas do mundo, que resolvem construir uma vila no meio de uma floresta. As próximas gerações desses fundadores crescem nessa Vila sem saber sobre a existência de um lugar diferente daquele.

Esses fundadores criam um toque de recolher ao final dos dias e delimitações de áreas de circulação dentro da Vila, com o intuito de protegê-los de monstros que habitam os arredores do local.

Esses monstros nada passam de invenções criadas pelos fundadores, para que as pessoas não explorassem a Vila e descobrissem que existia um mundo mais interessante fora dela.

Vejo que algumas empresas, por medo de perder seus funcionários para o mundo de oportunidades no meio da crise, trabalham focados em dominar as pessoas pelo medo.

Como se a empresa fosse a Vila e os monstros fossem a crise. Dizem que os funcionários não podem sair da empresa por causa da crise e muitas vezes os enfraquecem ao invés de empoderá-los como profissionais, diminuindo as qualidades que eles possuem pra dizer que não são fortes o suficiente pra enfrentarem os monstros e sobreviverem.

Estabelecem então diversos limites na Vila pra aumentar ainda mais o controle que exercem em cima dos funcionários, também os ameaçam constantemente afirmando que quem ultrapassar os limites impostos corre o risco de ser pego pelos monstros.

Mas a liderança dessas empresas, assim como os fundadores da Vila no filme, sabem que isso tudo não basta de uma invenção para obter maior controle sobre os funcionários com uma ameaça que não existe.

Com ou sem crise existe um mundo enorme fora da Vila cheio de oportunidades.

Nesse momento as empresas deveriam estar focadas em empoderar e valorizar seus funcionários, criando um ambiente ainda mais interessante dentro da Vila quanto o mundo de possibilidades existentes fora dela, para que eles enxerguem que podem ser mais felizes vivendo nela e mais fortes ajudando a Vila a crescer juntamente com eles.

Essas Vilas podem se inspirar em grandes empreendedores e líderes, que encaram a crise como uma oportunidade para buscar soluções criativas pra se destacar e crescer.

Esse outro modo de encarar a crise, consequentemente, aproxima ainda mais a empresa dos seus colaboradores, porque trabalham em conjunto em busca dessas soluções.

Esses colaboradores, além de serem guiados pelos incentivos para serem criativos, são também reconhecidos pelos seus esforços, porque nessas empresas entende-se a grande necessidade de reconhecer aqueles que estão ao seu lado nos momentos difíceis e que são os responsáveis pelos resultados que a empresa vem conquistando nesse período.

A relação entre empresa e funcionários precisa funcionar como uma via de mão dupla pra gerar mais motivação e engajamento, assim a empresa pode obter os resultados esperados de seus funcionários, que por sua parte recebem motivação e reconhecimento pela sua dedicação e comprometimento.