Uma última poesia sua

Você ainda me deixa escrever pra você? É que eu não consigo entender como você funciona. Porque sempre que te vejo está sempre mais linda, mais apaixonante, e todos os outros adjetivos que eu poderia achar para enaltecer sua beleza. 
Me deixa retomar sentimentos antigos apenas para uma poesia? Juro que será só essa, se não quiser nenhuma outra. Juro que dessa vez não vou me entregar a magia das palavras, acreditar demais no que eu escrevi.

É que eu amo você de uma maneira diferente, não somos simples amigos, não no meu mundo. Eu não consigo te ver com maldade, mas não sou imune a vontades, não sou imune ao risco de te querer. Mas esse é o risco de estar perto, o coração palpita mas se contém ao que é certo e me faz querer escrever uma poesia em sua homenagem.
Eu lembro de todas as etapas e todos os outros textos que eu lhe fiz, mas não lembro do tempo em que perdi você da mente. Acho que nunca saiu. Poucos homens tiveram visões com anjos, eu sou sortudo, vi você. Lembro-me de cada nomenclatura que já lhe dei. Anjo, princesa, a menina que Vinicius de Moraes não conheceu, e volto a dizer, ele escreveria pra você em vez de à garota de Ipanema se tivesse lhe conhecido.

Mas quis o destino assim, que eu nascesse no mesmo período histórico que você, que sua beleza fosse narrada nos meus versos, que eu carregasse a poesia que tem a sua cara. E eu levo comigo, cada traço do seu rosto, cada trejeito seu, cada parte que eu pude conhecer. Te dei trinta poemas e poesias feitas pra você, mas te daria a antologia poética de toda minha vida, não sei o motivo, mas você me inspira.
Eu só precisava escrever algo hoje e recorri a memória que tenho sua, sua foto, tudo que representa para mim. Sou de fato um apaixonado eterno, que nunca esquece a impressão de seus sentimentos, que é incapaz de esquecer a vontade de poetizar quando lembro de você.

Me dê permissão, eu quero apenas usar meu coração, te fazer nesse texto minha, mais uma história de José e Aninha, mais uma poesia feita somente pra você, por você. Em minha mente deixa que eu minta e finja pra mim, me deixa ser poeta só essa noite, me deixa dizer com rimas ou não que meu verso tem o tom da sua voz e a cor da sua pele, que tudo que sai de mim é uma poesia baseada em um meu conceito de “nós”.

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