Ressacosofia

Primeiramente deixarei explícito que considero totalmente inadequado considerar que o texto que componho aqui, de ressaca, de moletons, sob cobertas e comendo chocolate enquanto reflito, possa em qualquer nível ser considerado filosófico ou ter qualquer teor para servir de referência. Se há a possibilidade de algum texto que provém de minhas reflexões, tornar-se aproveitável, certamente não é este.

Agora que você, meu leitor, já está consciente que trata-se mais de um debate interno tão sério quanto “como esse chocolate ou deixo para depois?”, posso começar a transcorrer sobre o tema que imagino que seja o objeto do texto, o Amor.

Amor, com letra maiúscula, para que seja diferenciado de amor, com minúscula. Amor será o objeto do texto, e amor será apenas um objeto que será utilizado para exemplificações, se tratando de tudo aquilo que penso se aproximar de Amor, mas por falta de reciprocidade ou nível adequado, não enquadra-se em Amor.

Amor, ao ver de um adolescente que encara uma séria dor de cabeça enquanto pensa sobre a aula de lógica de amanhã, é o que nos faz unidos como espécie até o presente momento.

O Amor é a razão de boa parte das pessoas que eu conheço, para estarem vivas.

Amam seu próprio futuro, e por isso seguem perante circunstâncias inaceitáveis, lutam contra coisas que certamente não vencerão. Mas a luta os mantém de pé.

Amor é a ocasião, não o sentimento, onde o bem-estar ( expressão que levará em conta o conjunto de saúde física, psicológica e a felicidade do referido) de uma outra pessoa ou grupo, ganha um valor aproximado ao seu próprio, de forma que o mesmo esforço em manter-se bem será o esforço para manter o/os Amados, que irão agir de forma semelhante. Amamos nossos melhores amigos, Amamos animais e Amamos pessoas especiais. Mas Amamos nossos melhores amigos, não à todos. Aos que não enquadram-se aos nossos amigos mais próximos e apreciados por nós, damos o amor. Um sentimento de apreço, mas que como qualquer outro sentimento será abalado por demais sentimentos que encontrarem-se em nossas mentes ou almas.

O trem não precisa que todos os que possuem bilhetes concedam permissão para que ele parta. A única opção que pode-se ter, é entrar ou não no trem antes que o mesmo comece a andar. E eventualmente, nem essa opção possuímos. Porém, saibamos qual é a estação certa para descer.

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