Impasses étnicos e o pensamento filosófico moderno

Os impasses étnicos sempre perduraram por meio de raças, povos e nações. Num período onde a “globalização” é considerada o maior “avanço” da humanidade, questiona-se também as relações sociais nesse processo dialético, de avanço e retrocesso, em que a sociedade contemporânea tenta descobrir uma forma de progresso e reorganização do espaço geográfico.

Nos últimos anos, as guerras passaram por uma profunda transformação. A maioria delas já não ocorre entre países como, o Afeganistão, Israel, Palestina e Líbano, mas dentro deles. E as causas mais comuns que provocam essas guerras são as diferenças étnicas, religiosas, por posse de território e minerais.

No Brasil e no mundo, o negro sempre foi discriminado e julgado como insignificante pela questão da escravidão, autoritarismo e de políticas públicas vividas até os dias de hoje e vêem sofrendo com diversos abusos, violência e atitudes racistas, fazendo com que se sintam inferiorizados intelectualmente pela sociedade. Por mais que se fale em inclusão social, temos um governo que cria um sistema de cotas nas universidades, aumentando ainda mais o senso crítico da população contra a capacidade de um negro em relação ao branco. Outros grupos que sofrem preconceito são os homossexuais e as pessoas deficientes, por não se enquadrarem dentro dos “padrões sociais”.

Diante de uma sociedade, consumista e materialista, a filosofia moderna gira em torno do existencialismo, onde a má fé se torna evidência do subterfúgio mais explorado pela sociedade, promovendo á desigualdades sociais surpreendentes. O homem contemporâneo se baseia na teoria crítica comunicativa da pluralidade de opiniões e também interfere no meio de forma ativa, criando e transformando a sociedade e seus componentes, convivendo e interagindo com outras pessoas. A filosofia moderna, busca através dessa reflexão mostrar que a nenhum indivíduo se reflete uma ação na qual ele mesmo não seja solicitado a refletir e agir dentro da realidade na qual se encontra.

Ágatha Dumont — 16/10/2015