Graviolinha

Joinville, setembro de 2015

Ela traz o sabor refrescante do Ingá, é macia e suculenta. Em dia quente com o Sol no zênite, a seiva chega a ficar gelada de tão fresca. Generosa, quando já na forma da fartura, a encher as mãos, ela se solta, voa livre na queda e cai amaciando sua forma no chão. Quase sempre, abre alguma fenda, perfumando os ares da comunidade de pequeninos que vivem perto de suas raízes. Quando é noite silenciosa, suas folhas sussurram, saudando as cascas dos novos botões, que vão se abrindo e se soltando durante os banhos da Lua.