O Único Deus e a Vida Cristã

Por Leonard T. Van Horn

Bavinck declara em seu tratado sobre “O Ser de Deus”: “A primeira coisa que a Escritura Sagrada quer nos dar, ao usar todas essas descrições e nomes do Divino Ser, é um sentido inerradicável do fato que Jeová, o Deus que se revelou a Israel e em Cristo, é o verdadeiro, o único e o vivo Deus. Os ídolos dos ateus e os ídolos (panteísta e politeísta, deistas e ateístas) dos filósofos, são obras das mãos do homens: não podem falar nem ver, não ouvem nem sentem nem andam… As pessoas querem fazer de Deus um deus morto para que o possam tratar a seu bel-prazer”.

Deve haver um relacionamento definido entre nossa crença no “único vivo e verdadeiro Deus” e nosso viver cristão. Não podemos tratar nosso Deus como o mundo quer tratá-lo. Aqueles de nós que fomos remidos pela graça soberana do Soberano Deus devemos reconhecer que nossa crença nele nos envolve em sérias responsabilidades.

Existe nossa responsabilidade quanto à Oração e ao Estudo Bíblico. Isso é básico para sermos bons desempenhadores de nossas responsabilidades. É ótimo sermos conhecido como os que têm compromisso com os Padrões de nossa Igreja, como os que são calvinistas até o íntimo. Mas sem diligência na oração e nos estudo da palavra de Deus, o crente assumido torna-se um som sem potência para o Salvador. Não devíamos ser tantos, os que estamos tão apressados quanto às coisas materiais, quanto às obrigações da igreja, que não temos tempo para a hora devocional pessoal. Se uma pessoa erra nisso, ela erra em tudo o mais.

Existe nossa responsabilidade de viver centrados em Deus. O cristão que se dedica aos Padrões de Westminster, ao ponto de vista reformado, é um cristão que em sua visão de mundo e vida precisa se colocar em contraste direto com o não-cristão em todas as suas ações, suas palavras e seus pensamentos. Um dos maiores impedimentos ao testemunho da igreja hoje é que se torna difícil para o não-crente distinguir a diferença entre si e o presbiteriano nominal que meramente professa crer.

Muitas outras responsabilidade poderiam ser mencionadas. Entretanto, se todos nós fizermos um pacto com Deus, o Deus vivo, para cumprirmos os dois pontos acima nos próximo meses, o Deus vivo fará uso de seu povo de maneira poderosa. O resultado seria algo de que todas as igrejas carecem. O resultado seria o AVIVAMENTO do viver religioso.

(FONTE: HORN, Leonard T. Van. Estudos no Breve Catecismo de Westminster. 2ª Edição. São Paulo: Editora Os Puritanos, 2009. P. 16)