Análise rasa da vida — cheia de fases, cheia de surpresas

Uma fase ruim é apenas uma fase ruim. Corra atrás da fase boa agora.

Cheia de momentos, não é essa uma razoável descrição para a vida? E cheia de momentos quer dizer que a vida deve ter muitas fases e fases dividindo essas fases. De fato, nada é pra sempre, afinal, nem mesmo a vida o é. E eu gosto de admitir que todos nós temos momentos bons e momentos ruins. A gente acerta e erra. Ninguém é divino de fato. Audácia pretender(?) E em número tão grande quanto os momentos são as surpresas que o cotidiano nos trás. O desconhecido, o imprevisto, o expontâneo, a virada. Isso me diz que a vida não pode ser definida em palavras, seria supérfluo o fazer. A vida o é, só isso.

A despeito de todas as surpresas da vida, ante tudo o que vemos e ouvimos a respeito dela, e baseando-se em analogias de coisas mais rasas, palpáveis, sinto o grande pressentimento que a vida deve ter o mínimo de planejamento possível, para evitar as frustrações vinda em épocas de já caduquice. Não roubo de ninguém o prazer de viver cada dia como se fosse único, no entanto, a experiência me mostra que quem assim quer construir a sua história, corre dois riscos. O primeiro é de construir algo novo e cheio de surpresas, que superam suas expectativas. O segundo, e muito mais provável, é de errar completamente em tudo, e acabar se achando fracassado, vivendo abaixo da média. Eu escolho não correr riscos grandes, deixarei essa margem apenas paras as cousas pequenas, como o que fazer na sexta-feira, ou talvez o filme que vou assistir. Até aí tudo bem por mim.

Agora eu rogo ao caro leitor, como um bom amigo, talvez um conselheiro, caso não queira tão alto grau de intimidade impresso em papel, que saiba medir que a vida não acaba em uma fase, em razão de essa última ser adjetivada ruim. Antes a vida é, como insistentemente venho falando, cheia de surpresas. Não sabemos direito o que vai acontecer, até mesmo os nossos planos não querem dizer, em último caso, nada!

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