
Um sonho antigo (ou Vidas ao Léu)
Sem data | Diário de um sonho
Estava em um bairro há muito devastado por alguma guerra. Mesmo havendo casas em ruínas por todos os quarteirões, as ruas eram limpíssimas e o sentimento era de paz.
Subi uma leve ladeira e me deparei com ruas cheias de pedras preciosas. Havia pedras de todos os tamanhos e cores. Estavam espalhadas e empoeiradas, como se estivessem ali há muito tempo.
— Com essas pedras posso ficar rico! — Pensei. Comecei a recolher várias pedras e as fui guardando dentro do meu coração.
A cada vez que eu guardava uma pedra, ouvia um som como o de metal batendo em metal.
À minha frente havia um diamante azul de pinhão comprido e afiado.
Ao tentar guarda-lo no meu peito, ele batia na minha pele e não entrava.
Não havia mais espaço para preciosidades na minha vida
Acordei.