E se fosse mais fácil e seguro para nos locomovermos por aí?

Mais de 1.2 milhões de mortes ao redor do mundo por acidentes de trânsito.
 Por volta de 300 mil só nos estados unidos. Desses, 94% envolvem erro humano. Durante uma batida 40% dos motoristas sequer chegam a apertar o freio.

A Google se fez as perguntas que nos fazemos já há algum tempo. A diferença. Talvez tenhamos hoje a tecnologia necessária pra atingirmos resultados satisfatórios. E me arrisco a dizer que, temos sim, e que, se há “alguém” que tenha essa tecnologia, é a Google.
 A “proposta” do Google, tem:

  • Sensores que detectam objetos até dois campos de futebol de distância em todas as direções.
     (O que inclui veículos, ciclistas e pedestres ou mesmo pássaros e sacolas plásticas);
  • Baterias elétricas. (Energia mais limpa);
  • GPS. Com um “sentido” de auto-localização, que o permite saber onde está no mundo. Qual rua, qual quarteirão (E devo dizer, graças ao Data-Driven design que já mencionamos, ele vai saber qual caminho é mais seguro, ou mais rápido);
  • Radar. (Que não só sabe os objetos estão, ele enxerga através dos objetos. E Identifica também, tamanho, distância e padrão de movimento.)

Ele constantemente “se pergunta”:

  • Onde está (Rua, bairro, número, cidade…);
  • O que há ao redor dele (Pedestres, animais, ciclistas, carros…);
  • O que vai acontecer em seguida (Um pedestre atravessando a rua, um sinal amarelo…);
  • e O que ele deve fazer (Frear, diminuir a velocidade, recalcular rota, esperar…);

Os Google Self-Driving Cars, estão hoje em teste nas ruas de Mountain View na Califórnia e Austin no Texas, já com mais de 1.6 milhões de quilômetros auto-dirigidos.

Ele é constantemente alimentado com todas essas novas informações, portanto está constantemente aprendendo desde o momento que foi pras ruas. E claro, constantemente testado. Afinal, ele é um protótipo.
 Inclusive! Você pode ver os dados mensais de desempenho fornecidos pela própria Google.


Você pode estar se perguntando. Porque tão fofo?

(Eu me perguntei isso, e a resposta vai além do: Porque não ser fofo?).

Ele foi intensionalmente projetado para ser “fofo”. Estudos psicológicos que pediam a voluntários que danificassem um objeto inanimado, mostrou que era menos provável que danificassem um objeto que tivesse um rosto, por exemplo.
 Nossos cérebros estão preparados pra tratar um objeto que nos traga alguma empatia, como uma história ou mesmo um rosto, de forma diferente, com mais cuidado, atenção e empatia.


Você pode se perguntar também. Eu vou poder comprar um desses?

Bem, não acho que ter vários desses estacionados na frente da sua casa ou enchendo estacionamentos por aí, seja o objetivo da Google. Até mesmo porque, em média, 95% da vida útil de um carro é gasta com ele estacionado!

Ele parece mais útil como um carro a ser compartilhado, seja entre uma família, ou entre dois individuos quaisquer, como um Taxi.

E sequer mencionamos o fato de que, usuários com deficiência visual total ou parcial, idosos ou deficientes físicos em geral. Todos tem novamente uma opção de independência, que alguns perderam, outros jamais tiveram.


Obvio, ele não é perfeito.

(Again, ele ainda é um protótipo).

É comum que ocorram problemas como nós mesmos teríamos.
 Um cruzamento de 4 vias por exemplo; Ou um farol amarelo…Você! O que você faz? Você acelera? Freia bruscamente? Então…
 Quando um pedestre insinua que vai atravessar mas fica em dúvida, e ambos acabam esperando uma ação alheia.

Os Google Self-Driven Cars, ainda não estão prontos para andarem na neve ou numa chuva forte. Mas a Google espera resolver esses pontos conforme coleta mais milhas, mais dados e conforme o carro/software “aprende” com isso.


É comum que as pessoas perguntem, como disse acima, “Quanto ele vai custar?”, ou então, “Ele vai substituir o meu carro particular?”, “E se eu precisar passar no drive-thru?”, “Ele vai substituir os taxis?”, “E o UBER?!?

Mas vamos parar um segundo e lembrar dos dados que já dissemos.

  • O imenso tempo de vida de um carro gasto estacionado;
  • O número de pessoas com alguma deficiência, que podem usá-lo;
  • E a porcentagem dessas pessoas que ainda trabalham, e se utilizam de algum meio de transporte;
     (Pergunte a essas o quão satisfeitas elas estão com o cenário atual);
  • Ou apenas que, descartando o fator “erro humano”, o número de acidentes de trânsito devem cair numa taxa indiscutível;

Enfim, como foi dito nesse ótimo artigo do TheOatMeal.

Eu estou pronto pro nosso exército Skynet de Robôs pára-choque Marshmallows

E você? Está?