Acordei cedo incomodado com algo que li no Linkedin ontem — CVs sem respostas

Acordei bem cedo incomodado com algo que li no Linkedin ontem…

Sou um cara ‘bastante de internet’, mas confesso que tenho passado pouco por aqui.

Era uma mensagem de alguém dizendo que depois de meses e dezenas de CVs enviados, nenhuma resposta. O detalhe era a quantidade de comentários de pessoas em situações parecidas.

Galera, eu sei que o país está assim, mas não vejo TV há 4 anos, nada, e leio só notícias de assuntos que me interessam muito, longe do dia a dia, enfim, acabo ficando um pouco longe dessa tal de crise (por escolha minha, escolhi que não quero ficar nela, preciso da minha cabeça livre para criar).

No fim acordei querendo meditar e confesso que nem consegui. Apesar de fazer isso quase todos os dias, hoje minha cabeça estava nisso, achando que deveria levantar para escrever algo por aqui, dando alguma ajuda, mesmo sem saber qual seria.

Eu não sei quem é você que está lendo. Eu não sei como posso te ajudar. Mas uma coisa eu sei. Eu posso de alguma maneira. Sou um maluco que está o tempo todo lendo, fazendo treinamentos, participando de eventos, fazendo coisas diferentes, conhecendo pessoas diferentes, enfim, alguma coisa dá para fazer. Eu só quero um compromisso seu. Ser uma pessoa do bem e ter disposição, para criar oportunidades, para agir, para fazer acontecer.

Eu não sei o que vou ganhar com isso. Mas uma das coisas já estou ganhando. Só de pensar que lá na frente, se pelo menos uma pessoa que está lendo isso aqui, me agradecer porque seu filho agora pode voltar para uma escola boa, já me faz um super bem.

Isso pode não me trazer algum benefício agora, mas caras (caras homens e caras mulheres :-)), no fim esse tipo de coisa sempre traz algo de bom lá na frente. Alguém que pode fazer alguma coisa agora, incentivado por algo que eu escrever por aqui, que ainda não sei o que pode ser, pois estou escrevendo neste momento, com ideias vindo ‘on demand’ ;-), vai acabar me conhecendo, vai se lembrar de mim lá na frente em algum projeto, vai me apresentar para alguém que vai fazer toda a diferença em algo que eu vier a fazer, enfim, eu vou acabar ganhando com isso.

Então, sendo mesmo sincero e autêntico, posso ter acordado disposto a ajudar sem pensar em qualquer retribuição, mas o universo vai retribuir, eu sei disso. Vivo isso. E adoro isso! (lembrando que postei ontem um vídeo sobre o dia em que estive com o Dalai Lama na Índia. No mínimo já ganho algum assinante para o meu canal do Youtube ;-). Procure ‘Alessandro Gon’ por lá. Mais uma maluquice que aceitei, gravar um vídeo por dia. Imaginem o trabalho que dá isso! Mas tem sido ótimo, conhecendo ainda mais pessoas novas por causa disso).

#Dica 1: aprendi ser muito autêntico comigo mesmo no Fórum Landmark, que voltará pro Brasil em abril de 2017, procurem isso e já pode ter valido a pena ter lido até aqui.

Bom, em relação aos CV’s sem resposta… os CV’s não me importam, mas atrás de cada um deles tem uma pessoa, e atrás de cada pessoa tem uma família, e por trás de tudo isso tem um país todo que sofre. Galera, isso é suficiente para fazer com que eu me mexa por aqui. Como falei, não sei ainda como, começo escrevendo este texto. E nós vamos fazer algo juntos com isso tudo aqui.

Uma coisa importante. Eu não consigo ficar muito do meu tempo numa ajuda individual, porque eu também estou construindo minha nova carreira. Mas algum tempo consigo, e me comprometo a ajudar.

Meu próprio momento: No meu caso é um pouco diferente, abandonei a ‘vida corporativa’ que tinha (era Superintendente de TI do Corinthians até outubro de 2015, e minha vida sempre foi ligada à tecnologia, marketing, inovação e gestão), e eu não mandei um só CV de lá pra cá. Resolvi fazer algo diferente, achei que era hora de criar minhas coisas, mesmo sem saber quais coisas seriam. E eu também tenho o meu sofrimento com isso, já que estou correndo e trabalhando muito para criar essa minha nova carreira, ligada à criação de conteúdo na internet, coaching, mentoria para outros coaches e para pessoas que querem criar algo, mas nada disso está definido, estou fazendo e testando, muitas vezes sem ganhar, muitas vezes ganhando uma mixaria perto do que ganhava como empregado. Mas resolvi construir isso e não tenho dúvidas de que vai dar certo. Esse é o tipo de coisa que a gente não tem que fazer SE der certo. Tem que fazer ATÉ dar certo.

Mas coloquei na minha cabeça que é hora de eu dar empregos, e não ocupar a vaga de alguém (e não há nada de errado nisso, se você se preparou, merece ter um ótimo emprego, e trabalhar é um jeito ótimo de ajudar o universo a organizar o caos do planeta). No meu caso, tem gente melhor do que eu neste momento para um cargo de TI, minha cabeça agora está nos negócios na internet, em ajudar empresários de pequenos negócios, na criação de conteúdo e principalmente na transformação de pessoas (por isso me tornei coach, isso ajuda demais no restante), além da busca pela evolução espiritual, enfim, esse é outro assunto, mas ajudando alguém aqui, ganho uns pontinhos aí também :-). O universo tem um jogo do bem muito legal que gosto de participar (e quero ganhar, sou competitivo! rs. Mas no fim, ganhar junto é o que vale, mais compartilhar do que competir. Competir é algo ainda do meu ego, mas aprendo ainda. ;-)).

Bom, vamos lá, ajuda prática. Pensando em algumas coisas:

Se tivermos um grupo de pessoas com objetivos parecidos, e não sei como descobriremos isso, mas coloque nos comentários ou me mande mensagem inbox (você me acha em vários lugares da web como AlessandroGon), me comprometo a marcar uma conversa online, tipo um Skype mas usando uma outra ferramenta que facilita a conversa, pra ver o que posso passar. O que penso agora:

-Consigo dar uma boa ideia sobre marketing digital e sobre o que podem fazer para criar algum conteúdo que podem vender. Galera, eu tenho certeza, mas certeza absoluta, que você que está lendo, tem algum conhecimento, alguma experiência, que centenas de pessoas nesse país pagariam para ter. Se você criar um ambiente com alguns vídeos ou textos ensinando isso, pode ajudar essas pessoas. Vende barato, R$ 80, R$ 100, ou até por R$ 5.000 se valer, não tem certo ou errado se você realmente levar ‘valor’ para as pessoas ou empresas, está valendo. Imagine que crie algo que valha R$ 150 e 200 pessoas se interessem. Hoje está fácil você criar uma conta no PagSeguro, Pagar.Me, PayPal, Hotmart ou qualquer outro lugar para poder parcelar, receber via cartão de crédito, boleto, etc. E aí no Hotmart, Eduzz e alguns outros lugares, pode colocar seu conteúdo para vender. Quem não conhece não tem ideia da facilidade. (vejam que só de escrever isso, já posso pensar que ensinando você a descobrir isso, já posso pensar em criar um curso logo em seguida para outras pessoas que quiserem saber como fazer). Você tem algo a ensinar. Até uma criança de 3 anos que aprende a amarrar o sapato, já teria uma série de amiguinhos dispostas a dar uma moeda de R$ 1 para aprender também.

#Dica 2: Tem um livro ótimo sobre isso! Se chama ‘O Mensageiro Milionário’, do Brendon Burchard. Imperdível.

-Pensando que consigo também num desses encontros pensar em alguma ferramenta de coaching, uma espécie de coaching em grupo, pelo menos para te ajudar a descobrir alguma oportunidade que pode estar aí perto e você não vê sozinho. Eu mesmo vivo passando por isso, quando sento para conversar com um amigo, às vezes uma pergunta que ele me faz, me faz perceber que eu já tinha a resposta e não tinha encontrado sozinho. Topo fazer isso, eu não faço coaching em grupo hoje e será uma ótima maneira de testar e começar. Veja que daqui a pouco já poderei criar grupos pagos se a experiência for legal. Use tudo isso como experiência para você, comece a fazer algo agora que pode virar um negócio daqui a pouco.

Algumas outras coisas aleatórias que me passam agora pela cabeça:

-eu, um ‘ex-garoto tímido’ rsrs, já palestrei para mais de 1.000 pessoas. Ajudo como voluntário na equipe do Roberto Shinyashiki nas formações de palestrantes. O Roberto, aliás, é o cara que me ensina muita, mas muita coisa, nos últimos 20 anos. De repente tem gente que gostaria de saber mais, legal, com algumas pessoas dá pra gente falar sobre isso também. Tem mercado para palestrantes, tem mercado para tudo, você só tem que se diferenciar, e você é diferente, você com certeza tem um dom, um talento, um conhecimento que pouca gente tem. Eu acredito nisso, acredite você também!

Gente, o que eu não prometo, não por não querer, mas por às vezes ter que trabalhar muitas e muitas horas no dia neste meu momento em que estou criando uma nova vida para mim: que consigo mesmo dar bastante atenção individual. Prometo me esforçar para responder tudo, mas se a gente marcar essas conversas online em grupos, separo umas 2 ou até 4 horas horas por semana pra isso. Como mais uma dica, devo usar uma ferramenta chamada Zoom (https://zoom.us/, a internet tá cheia de coisa legal e gratuita pra gente usar!), consigo montar apresentação, compartilhar tela, colocar você para falar, etc). Ou podemos fazer como webinário (uma apresentação online num ambiente próprio gratuito para compartilhar ideias), com algum conteúdo útil e depois um bate papo… Legal que treino mais isso, vou fazer webinários constantemente com o meu público, nas noites. Isso é ótimo para ganhar autoridade, como ideia para você, que também pode fazer isso. Há bastante assunto para entrar na conversa. O desafio agora é separar o que ‘não’ falar, para dizer o que é mais relevante para você neste momento.

#Dica 3: lembrando de um SUPER, SUPER livro sobre essa de definir o que é importante para você neste momento: A Única Coisa, do Gary Keller. Leia esse livro, leia esse livro!!! (nos meus vídeos no Youtube, às vezes falo sobre alguns livros, dá uma olhada nos títulos dos vídeos no canal ‘Alessandro Gon’)

Sobre as conversas, legal se conseguirmos falar durante o dia, meio da manhã ou meio da tarde, já que tenho usado as noites para algum atendimento, webinários ou compromissos meus.

Enfim, alguma ideia nova vai surgir. Talvez eu crie lá no meu site uma página específica para colocá-las, sei lá… vou tomar um café agora, pegar a estrada daqui a pouco e alguma coisa nova vai vir na mente, tenho certeza.

Ah!!! Falando em mente, puxa, se você não está bem com toda essa história de falta de emprego, de dinheiro, etc, que não é fácil mesmo, vai algo que eu não consigo mostrar em um parágrafo, mas quero que entenda:

VOCÊ precisa dominar a sua mente, e não deixar a mente te dominar. Por mais que isso pareça estranho para alguns, você TEM uma mente, e ela não está acima de tudo, não acredite em mim, experimente… A partir do momento em que você começa a dar ordens para a sua mente, ela vai te obedecer. Quando você não faz isso, sua mente vai fazer o máximo para ficar te protegendo, é parte do papel dela, só que isso vai te limitar. Ela não vai deixar você fazer algumas coisas… esse papo vai longe, mas só entenda que VOCÊ pode começar a dar ordens para ele. Fiz um vídeo sobre isso, dando uma ideia dessa coisa toda, chamado ‘Seu Cérebro é Seu Cachorro’.

Vou deixar aqui alguns dos vídeos que gravei que podem ter alguma relação com essa conversa, mas tem muito mais coisa interessante lá (sou suspeito para falar hehe, mas tem, desconsiderem as falhas do mensageiro e aproveitem o valor das mensagens):

Talvez a maior dica disso tudo aqui para você que não tem retorno dos seus CVs, seja exatamente seguir esse exemplo: pegue as coisas que você sabe, crie um blog, ou coloque aqui mesmo, escrevendo sempre, continuamente, mas algo que realmente ajude as pessoas da sua área. Algo que faça com que te reconheçam como alguém que sabe sobre o seu assunto, alguém que eles gostariam de ter na equipe. Ajude, ajude, e alguém vai te retribuir.

Para finalizar um texto cheio de coisas misturadas, me deixa te contar uma coisa que aprendi de uma maneira muito forte no Fórum Landmark há poucos dias (que indiquei aí acima):

-Muitos dos comportamentos que a gente tem, são criados por histórias que criamos lá atrás, muitas vezes relacionadas aos pais. Por exemplo, se você tem medo da rejeição, um dia pode ter acontecido algo simples, você com 4 anos e sua mãe não quis te levar para sair. Então você criou uma história com aquilo, de que ela não gostava tanto assim de você. E então você vem trazendo essa história em cada situação parecida na sua vida. E cada vez que algo ligado à rejeição acontece, você reforça essa sua história.

A coisa mais importante disso é você entender que o que aconteceu é uma coisa e a história que você criou com o que aconteceu é outra. E inevitavelmente todos nós fazemos isso. A partir do momento em que você começar a separar o que de fato aconteceu e reconhecer a história que você contou para você mesmo sobre isso, você passa a ter mais liberdade para criar um futuro, limpo das ‘sujeiras’ do passado. Busque autoconhecimento, podemos falar mais sobre isso. Quanto mais você se conhece, mas você consegue lidar com suas próprias limitações, inclusive percebendo que muitas deles nem existem, a não ser na sua mente. E quanto mais você se conhece, mais você conhece as outras pessoas. Com isso, você tem mais facilidade para criar um futuro melhor.

Você pode fazer com que a empresa queira você, te encha o saco para você ir trabalhar lá. Lembre-se só que você precisa antes SER a pessoa que eles vão querer, para depois vai TER o que deseja. E para muitas você já é, só precisa saber mostrar isso.

Espero poder ajudar em algo. Quero ler mensagens felizes aqui no Linkedin em breve.

Melhorar isso depende de você! (putz, com isso lembrei de mais um vídeo ótimo para você, sobre isso, não é meu, é do Paulo Vieira, sobre autorresponsabilidade, assiste esse clicando aí, e depois tem a parte 2 dele!)

Abraços, e sucesso. Eu torço por você, mas antes, você tem que torcer por você. Vai em frente, enfrente!

Alessandro Gonçalves. (@AlessandroGon)