São Paulo, São Paulo…

Uma cidade que não para!

São Paulo, conhecida como a “Terra da Garoa”, fez jus ao nome nesta manhã de domingo em que comemora 454 anos. Isso mesmo, 454 primaveras de beleza, charme, modernidade, aconchego e um pouco de chuva para celebrar a data.

Na estante, o relógio marca 08 horas. O tic-tac do ponteiro se mistura com o som dos pingos d’água que caem sobre a lata vazia deixada no quintal. Sentado próximo à janela, a cena da garoa se reveza com a tela em branco do computador. Qual será o tema do meu primeiro texto para o blog?

Enquanto a inspiração não vem, resolvo ligar o rádio. Na primeira estrofe da canção vem o sinal (Ou seria um “Start”?). Sim, Frank Sinatra canta “Start spreading the news, I’m leaving today. I want to be a part of it. New York, New York”. Deixo-me levar pela música e, entre um gole ou outro de café, percebo que estou no ano de 1999. Minha primeira viagem para a terra do Tio Sam.

Com alguns amigos, após uma “jam session” ( Ato musical em que músicos se reúnem e começam a tocar, de forma improvisada, sem qualquer preparação ou planejamento) da mais alta qualidade, resolvemos caminhar pela cidade que nunca dorme, como dizia Blue Eyes (Olhos Azuis) ou simplesmente The Voice (A Voz) — apelidos de Sinatra, considerado por muitas pessoas o grande cantor do século XX.

Sinatra canta New York, New York — Fonte: Youtube

Por volta das 4 horas da madrugada, noto que parte do centro está vazia. O cenário era marcado pela fumaça que saía dos bueiros. A cena é digna de um filme. Chegando perto do “Madison Square Garden”, palco de grandes celebridades, percebo que a rua está bloqueada com fitas zebradas. Mais um longa-metragem sendo gravado.

A música para de tocar. Pela janela, percebo que a garoa parou. A sinfonia dos pingos sai e agora o som vem dos teclados.

São Paulo é uma Nova Iorque mais descontraída, boêmia, exótica e com muito mais atrativos. Na “Pauliceia Desvairada” (Mario de Andrade,1922) ou “Sampa” (apelido carinhoso dados pelos habitantes desta linda cidade) podemos escolher o que há de melhor em matéria de diversão.

De um lado, o bar “Roof Club”, localizado no Gramercy Park Hotel, entre a 22nd e 21st, pode ser uma boa pedida, porém é caríssimo. Para quem está desprovido de “tempo”, o “Nascimento” da brasileiríssima Carla seria uma ótima opção, mas já está fechado desde às 22 horas; do outro, a boate Love Story, localizada ao centro da cidade, começa a “pegar fogo” às 4 horas da madrugada. Na mesma região, entre diversos bares abertos, o restaurante “Estadão” com o seu delicioso lanche de pernil é a pedida para os notívagos no fim da noite.

São Paulo é ímpar e, para não fugir à regra, hoje, comemorando mais um aniversário, a terra da garoa oferece atrações por todos os lados e horários. A metrópole não para nunca.

Resumindo, Frank Sinatra quando cantou a canção que eternizou Nova Iorque, cujo título é “New York, New York”, provou realmente que não conhecia a nossa querida cidade, senão, cantaríamos hoje pelas ruas “São Paulo, São Paulo”…

Observação: este texto foi escrito no dia 25 de janeiro de 2008, aliás, minha primeira postagem no blog “Crônicas Alexandrinas”. Hoje, depois de 09 anos, com alguns retoques, escolho “São Paulo, São Paulo…” para inaugurar esta plataforma.

Obrigado, e volte sempre!

Alexandre Ofélio