Mais um episódio de tristeza. É quase como se eu vivesse em uma sitcom, só que não é engraçada. Há picos, momentos de felicidade, que é quando produzo, me alimento bem, faço exercícios e essa semana eu até consegui diminuir o tempo da corrida, mas passou. Foi tecnicamente bom, mas continuo triste. Não sai de dentro de mim, se encosta na minha pele. Nada é muito atrativo, nada me motiva, nada me tira desse lugar, da minha tristeza. Não aconteceu nada, ninguém partiu (ainda bem), não estou devendo o banco (na verdade estou, mas já resolvi), não fui roubada, não briguei com meus amigos, não terminei com um namorado (na verdade, terminei, mas tá tudo bem), mas ela está aqui. Eu estou olhando, tocando e as vezes até converso com ela. A minha tristeza. Ainda não fui no médico, talvez alguém diga que não é necessário, que isso é normal e pra mim realmente é, mas não posso aceitar que vou andar calmamente sustentando ela com as poucas energias que tenho. Já fui, já voltei, já mandei embora. Não foi. Talvez seja mesmo natural, eu só preciso aprender a olhar pra ela e entender o que ela quer me ensinar. Não sei. Estou triste demais para saber.
Alexia Tomásia
