Avril Lavigne e seu novo álbum auto-intitulado

Dando continuidade às estreias de categorias aqui no Saída, hoje eu vim falar de Música! ☺ Mas antes, vou me apresentar! Me chamo Alice, sou amiga e colega da Clara, e estou aqui como colaboradora no blog. E para começar, resolvi falar sobre o atual lançamento de uma das minhas artistas preferidas, a forever young, dona Avril Lavigne. Vamos lá!

Foto da capa de Avril Lavigne, o 5º álbum

Sou fã da Avril desde seu debute na indústria musical, lá em 2002. Em 2003 entrei para a equipe de um dos maiores sites sobre a cantora, o Avril Lavigne Brasil (ALBR). Logo, eu acompanhei — e ainda acompanho sua carreira. Ok, não tenho mais aquele fervor que todo adolescente sente por algum artista, e atualmente já fui muito criticada por simplesmente dar a minha opinião sobre o trabalho de Avril da forma como ele está: bom, mas totalmente em segundo plano. Mas tudo bem, assim como a Avril, eu não me abalo. hahahaha

Avril está prestes a lançar o seu quinto álbum de estúdio, seu quinto trabalho musical em 11 anos de carreira. Avril começou sua carreira na já extinta Arista Records, uma gravadora ligada à Sony Music. Então, desde o seu segundo álbum, Under My Skin, Avril fazia parte da grande RCA Records, que também é ligada à Sony Music. Em 2009, após seu divórcio com o vocalista da banda Sum41, Deryck Whibley, Avril estava no meio da produção de seu quarto álbum, o Goodbye Lullaby quando começou a ser boicotada pela sua gravadora. Com o boicote, Avril foi obrigada a voltar aos estúdios, e com isso surgiu os hits What The Hell, Smile e Wish You Were Here. Com um álbum bom, uma turnê que não passou pelos EUA (mas que veio ao Brasil! euenãofui), e com vendas abaixo do esperado, Avril cortou relações e contratos com a RCA e voltou para os braços de seu mentor, L.A Reid e foi para a Epic Records. Desde então, Avril foi curtir sua vida na França, voltou para escrever seu quinto álbum, se apaixonou, lançou seu primeiro single do novo álbum, se casou, lançou segundo single, teve o álbum adiado pela (já então odiada) Epic, lançou seu terceiro single e agora teve seu álbum vazado na íntegra, uma semana antes do seu lançamento mundial e em plena pré-venda. Ufa, que intro grande.

minna saiko, arigato, kawaii!

Tudo aquilo ali em cima só para dizer que eu já ouvi o novo álbum da loira. Óbvio. Me desculpa se você discorda com esse tipo de coisa, mas eu sou brasileira, não nego minhas raízes e já baixei o álbum em uma qualidade excelente. Voltando… Muito bem, lá no início do ano quando a Avril começou com seu mistério (como gosta de mistérios!) na divulgação de Here’s To Never Growing Up, ela começou falando algumas coisas sobre o novo álbum que deixou os fãs pirando. Ela disse que o novo álbum seria mais experimental, que haveria uma música com Marilyn Mason, e que ela tinha feito uma música chamada Hello Kitty. Além dessas informações, Avril fez um pequeno show em LA onde cantou uma música inédita chamada 17. Na época, o clipe de HTNGU já havia sido lançado (e caso você não tenha visto, saiba que ela aparece vestida de Avril lá em 2002 no clipe) e já havia acendido uma nostalgia nos corações de todos os fãs. Bastou todos ouvirem 17 que a expectativa aumentou, que todos começaram a achar que o álbum teria uma pegada nostálgica, que seria uma mistura de Let Go com Under My Skin. Aí saiu o segundo single, Rock’n’Roll e um medinho começou a se espalhar, pois RnR é “igual” à HTNGU. O fato do clipe não fazer sentido algum (de propósito) não ajudou. As vendas, até agora, não estão nada boas. Avril não estreia num top decente em paradas de músicas há anos (What The Hell teve uma estreia muito satisfatória, mas seu maior destaque ainda é Girlfriend), mas o lançamento de seu terceiro single, Let Me Go, com seu atual marido, Chad Kroeger, deram uma ajudada na pré-venda.

Num geral, e falando por alguns fãs que conheço e considero amigos, o atual trabalho de Avril está satisfatório, porém sentimos que além da gravadora dela estar deixando ela em segundo plano, sentimos que a própria Avril se colocou em segundo plano ou que se acomodou na situação. Sentimos falta de uma divulgação e de escolhas de singles melhores. Abaixo, uma breve review de cada música do novo álbum.

01.Rock’n’Roll: Segundo single, na época achei que deveria ter sido o primeiro single, pois achei melhor que HTNGU. A música, ao contrário do que alguns achavam, não fala (e nem tem o gênero musical) sobre o gênero musical Rock’n’Roll. Fala sobre sobre como “eu e você” ainda arrasamos por aí, com nossa “bad attitude”, dedos do meio pelo ar, e toda a pose que a Avril sempre teve e ainda tem. Sem contar que ainda passa uma mensagem de “não dê bola para o que os outros dizem/pensam, seja você mesmo.”

02.Here’s To Never Growing Up: Primeiro single, foi motivo de piada carinhosa sobre a idade e mentalidade de Avril (Avril já completou 29 anos de idade mas ainda aparenta ter seus 17 anos). Brincadeira à parte, a música foi produzida pelo sempre lindinho Martin Johnson (vocalista da banda Boys Like Girls) e é uma das preferidas de L.A Reid. A música, assim como RnR, é o estilo da Avril, aquele pop rock gostoso de se ouvir. Não fala literalmente sobre ”Nunca crescer”, mas a ideia é manter-se sempre jovem.

03.17: Primeira música inédita tocada ao vivo, é totalmente nostálgica. Pra aqueles que estavam lá na época que Avril tinha 17 anos, irão se lembrar de algumas situações (ou ao menos fazer associações) descritas na música. A música segue uma vibe um pouco mais calma que as duas anteriores, mas tem a mesma fórmula de gostosura na hora de ouvir ela, com um refrão bem chiclete e identificável à todos. É uma música que tem a obrigação de ser tocada ao vivo, na minha opinião.

04.Bitchin’ Summer: Quando Avril disse que seu novo álbum conteria várias músicas de verão (summer songs), ela não estava mentindo. Tá aí uma música que, comercialmente, poderia ter sido algum single (mas ainda dá tempo!). A música é mais calma, mas com um refrão agitado e fácil de decorar, também bem chicletezinho. A música fala sobre aquele sentimento que só o verão te dá, de que ele será muito bom e divertido. Próximo do fim da música, Avril se arrisca num rapzinho que fala como será o verão dela se ela não for pega pela polícia.

05.Let Me Go (feat.Chad Kroeger): Terceiro single, ótima jogada de marketing desde o início. A música, originalmente escrita quando os dois ainda não estavam namorando, fala sobre como seguir em frente depois de duas grandes decepções amorosas. Depois, quando eles já estavam namorando, eles mudaram o fim da música, pois acharam estranho demais cantar um dueto sobre fim de relações amorosas enquanto eles se amam de verdade. A música, melodiosamente, é linda. Possui um dos melhores instrumentais do álbum, lembrando muito as músicas de UMS. O clipe também é lindo.

06.Give What You Like: Segunda balada do álbum, é a música mais alternativa do álbum. E por isso, é a preferida de muitos. A música é uma das mais obscuras do álbum (Bad Girl é mais obscura), com uma letra nem tão complexa, porém pode ser interpretada de várias formas. Mas para mim, a música se trata de uma relação, que não necessariamente é romântica. Essa música possui o outro melhor instrumental do álbum.

07:Bad Girl (feat.Marilyn Mason): A música mais esperada pelos fãs. Não fez feio. A música tem qualidade de ser single (e pessoalmente, eu acho que deveria ter sido), e é a outra música que considerei obscura no álbum. Diferente de tudo que Avril já fez/escreveu, a música fala sobre sexo (ao menos para mim fala), e sobre ser uma “menina má”. Avril deve ter se inspirado em mObscene sqn. Diferente das músicas mais pesadas de Avril, ela não lembra muito elas (I Always Get What I Want, e Together, por exemplo), mas dentre elas, com certeza é a música mais pesada e mais próximo de um rock verdadeiro. Como nada é perfeito, eu acho que essa música ficaria perfeita na voz de Taylor Momsen. na voz da Avril, a música está apenas uns 75% perfeita. hahahaha

08.Hello Kitty: A música que todos temiam (e ainda temem). Quando ouvi pela primeira vez, não tinha gostado. Quando ouvi pela segunda, achei irritante, porém extremamente viciante. A voz de Avril está diferente (mas ainda não manipulada), e a música parece ter saído da carreira da Ke$ha, mas cumpre aquilo já dito sobre a música. Uma vibe eletrônica, fará sucesso em determinadas festas de tuntz tuntz. Boatos quase que confirmados dizem que a música é sobre, bem, a hello kitty da Avril. Segunda música com teor sexual do álbum, é viciante, mas irritante. Que não seja cantada ao vivo, por favor.

09.You Ain’t See Nothing Yet: E aí, do nada, voltamos para a fórmula batida de Avril. Mais uma música gostosinha de se ouvir, nem tão hino, mas muito bonitinha. Fala sobre a atração de Avril com algum outro rapaz. Avril canta determinadas situações de encontros românticos e pede pro rapaz não deixar ela porque ele ainda não viu nada sobre ela ainda. Ao vivo, a música tem potencial de permitir Avril arrasar como ela arrasa em algumas músicas.

10.Sippin’ on Sunshine: Definitivamente, a minha preferida do álbum. Quando ouvi ela pela primeira vez, fiquei embasbacada por não terem escolhido essa musica como algum primeiro single, já que a música é melhor que HTNGU e RnR. O refrão me parece ser um plágiozinho básico de uma musica do bonitinho mas quase desconhecido Austin Mahone, Say You’re Just A Friend. Mesmo assim, tem tudo para dar certo em rádios, o problema é que parece que ninguém da gravadora concorda (até agora!). A música fala sobre, estar vivendo um bom momento, sobre estar se divertindo e bebendo debaixo do sol. Hino de verão de verdade.

11.Hello Heartache: Boatos que seja a tão querida pelos fãs, Complete Me, só que com outro nome. A música, pasmem, fala sobre o fim de uma relação amorosa ou amizade. Na música, Avril fala sobre as diferenças entre ela e outra pessoa, e como algo que aconteceu entre eles doeu no coraçãozinho dela. Acho que essa musica só vai ganhar minha devida atenção depois de muito tempo, como foi com Too Much To Ask de Let Go.

12.Falling Fast: penúltima música da versão comum do álbum. Mais uma baladinha gostosinha. Acredito que seja uma música sobre como ela se sente em relação ao Chad, pois a música é quase uma declaração de amor. A letra é muito bonitinha, e o instrumental é muito lindo, bem o estilo de David Hodges mesmo (mas não sei se essa musica tem o dedinho dele).

13.Hush Hush: Última música do álbum, começa com um piano. A música é uma das mais lindas, e tem o instrumental mais lindo do álbum todo. Minha impressão é que o instrumental grita “poderia ter sido uma musica do evanescence lá em 2003, mas sou de uma musica da Avril”. Talvez seja culpa do David Hodges, que produziu e co-escreveu mais da metade do álbum com a Avril e Chad. A música pode ser interpretada de várias maneiras mas sua letra fala sobre algum relacionamento passado de Avril (acho que é sobre o primeiro casamento), e achei com uma vibe bem de Goodbye Lullaby (tanto o álbum como a música). Com certeza, é uma das músicas mais bonitas da Avril, na minha opinião. Depois de Sippin’ On Sunshine, é a minha música preferida.

A minha conclusão é suspeita. Acontece que eu adorei o álbum, e sou fã mesmo. Acho que falta boa vontade na divulgação e em decisões acerca o álbum, mas o álbum Avril Lavigne possui músicas boas, chicletes, músicas que mostram o potencial vocal da Avril que já a consagrou em vários momentos, e há músicas que seriam ótimas substitutas de tantas músicas já batidas e chatas em seus shows.

Caso tenha curiosidade, você pode ouvir o álbum na íntegra AQUI. O quinto álbum de Avril Lavigne, ‘Avril Lavigne’ tem lançamento no dia 6 de novembro aqui no Brasil, e os principais sites de vendas on-line já estão com suas pré-vendas rolando e com preços camaradas, além de ser possível a compra digital pelo iTunes. Mais informações sobre a pré-venda, clicando AQUI. Gostou do post? Gostaria de deixar sua opinião ou acrescentar algo? Deixe um comentário abaixo ou se preferir, me envia um email (alice@emergenciadesaida.com) que eu responderei com o maior amor e carinho possível! ❤ sevocêchegouaté:PARABENS!


Originally published at emergenciadesaida.wordpress.com on October 26, 2013.