Never Stop Fighting

Black Canary. Foto: instagram

Há algum tempo atrás resolvi me ocupar à noite, e como estou sem uma rotina desde que terminei a faculdade, resolvi que essa ocupação seria mais uma atividade física.

Durante uma viagem que fiz em abril, vi algumas imagens promocionais da emissora CW para divulgar os últimos episódios de suas maiores séries, Arrow e The Flash. E sem querer parecer clichê, mas impossível não parecer, eu soube exatamente o que seria: iria enfrentar o Muay Thai. Na realidade, a ideia de entrar para a modalidade já estava plantada em minha mente, eu só precisava de um empurrãozinho.

Acabei encontrando inspiração na personagem de Katie Cassidy, Laurel Lance/Black Canary. A inspiração não é aquela do “corpo ideal”; foi algo mais envolvendo a história da personagem e de sua evolução na série que me motivou a ir em busca de algo parecido.

Porém, o que eu me dei conta, quase como uma epifania, para ser ainda mais clichê, foi que eu tenho medo.

Descobri que tenho medo. Medo de coisas “bestas”. Antecipo minha própria reação, tornando-a real antes mesmo de sequer dar uma chance para o contrário. Antecipo a dor antes mesmo de sequer descobrir se irá doer ou não. E fico na defensiva. No treino vivem repetido “Não desistam; não digam ‘eu não consigo’; não virem reféns de seus limites”, e por mais que eu veja valor nessa filosofia, e por mais que eu me esforce para melhorar os meus limites, o medo e a antecipação não se cansam. Eu me canso, e como me canso (!), mas impressão que tenho, que esse meu cansaço físico, é o combustível do medo e da antecipação naquele determinado momento.

Pensando nessa descoberta sobre mim mesma, percebi que não me lembro quando foi a última vez que me senti destemida. E pensando nisso, o Muay Thai não faz com que eu me sinta destemida ou “empoderada”, como muitas mulheres se sentem. Me sinto o contrário, e acredito que é o medo que me faz sentir dessa forma.

O lado bom é que me lembrei de parar de me subestimar. Não me achava capaz de fazer uma série de coisas, e que com o tempo, notei que fui melhorando. Outra coisa que percebi, é que a ideia de “Nunca pare de lutar” já é o bastante para empoderar qualquer um. Seja qual for o tipo de luta, física ou metafórica, idealista ou whatever. Apenas não pare.

Mas a ideia de pancadaria, porém, continua não sendo minha praia.

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