O que estou fazendo hoje?

Retirada do pixabay

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Quando eu era criança, tudo parecia mais fácil, lindo e maravilhoso. Poderia ser quem eu queria, como queria e quando queria!

Quando me perguntavam sobre o futuro, não tinha dúvidas: sabia que ele seria perfeito. Visualizava minha profissão, que basicamente eram todas, porque acreditava que seria médico, astronauta, bombeiro, professor, engenheiro de alguma coisa legal, atleta de ponta de várias modalidades em simultâneo, cientista maluco, mas decolado e por aí vai… O mesmo acontecia com posses. Se me perguntassem o que desejava ter, queria tudo. Já que com um “abra cadabra”, toque de magica, as coisas surgiriam para mim e me casaria com a mais bela entre as fadas.

Mas o tempo foi passando e eu fui crescendo, ficando mais velho e a cada verão que passava a responsabilidade aumentava. Assim, os verões lindos e maravilhosos foram dando lugar para as primaveras castanhas “marrons”, que traziam com elas fortes doses de realismo.

Minha infância, sem eu perceber, foi se tornando em adolescência e aos poucos fui percebendo que aqueles sonhos que eram simples e fáceis não existiam. Que se quisesse realizar algum deles teria de me sacrificar muito e abrir mão de coisas que talvez não estivesse disposto ou não seria capaz de ficar sem, ou seja, duvidando da capacidade de realizar meus sonhos.

Mas a forte agitação dos hormônios nesta fase da vida me fez focar as atenções no entendimento do corpo, mente e alma, afastando assim as convicções infantis sobre sonhos e realização. O que de certa maneira foi bom, é como dizem por aí, o que é bom dura pouco. Logo fiquei adulto e as primaveras se transformaram em invernos longos e frios, as convicções se converteram em dúvidas cruéis que até agora me assolam fortemente.

Regularmente me pergunto: serei capaz de realizar meus sonhos?

Lembro-me que quando completei 18 anos, minha mãe ficou doente e o tratamento dela era muito caro e a família teve de unir forças, fazer a famosa vaquinha, então comecei a trabalhar. Subitamente me vi jogado em meio a turbulência do dia a dia profissional, temperado com problemas familiares, com uma pitada especial de dificuldades financeiras que me consumiam e cada vez mais me afastavam dos meus sonhos.

Com o passar do tempo isso foi se tornando em falta de esperança e expectava de vida melhor , criando um leque dos fatores que limitavam a minha vida, me fazendo conformar e aceitar como permanente a situação em que me encontrava.ior ainda, a guardar no fundo da gaveta os meus sonhos.

Sem perceber, tinha deixado de viver e passado a sobreviver, preso na rotina e na correria deste ciclo vicioso que me forço a chamar de vida modera. hoje acordei e me perguntei: o que faço hoje para mudar a minha vida? Já que preciso me preparar para o futuro, mas sei que também é necessário olhar para trás e ainda aproveitar o presente. Como esta é uma pergunta que me faço muitas vezes, há sempre uma dúvida na resposta e perguntas adicionais:

Como me sentirei daqui a alguns anos ao olhar para trás, para este dia de hoje?

Não quero que minhas futuras lembranças sobre o hoje sejam triste ou dignas de esquecimento, irrelevância ou mesmo sem significado algum nos resultados da minha vida. Não quero sentir arrependimentos ou vergonha da minha própria história, não mesmo.

Quero que o hoje faça todos os outros dias da minha vida mais significativos e proveitosos e mais importante ainda, que seja um divisor de águas, assim irei contemplar este dia com felicidade e muito orgulho de todo esforço e dedicação.

Sei que sou totalmente incapaz de mudar, alterar ou influenciar muitas coisas que afetam a minha vida, pois elas não dependem de mim. Então não foco nelas. como diz o provérbio Tibetano:

Se seu problema tem solução, então não há com que se preocupar. Se seu problema não tem solução, toda preocupação será em vão.

Concentro toda minha energia nas coisas que posso mudar, mas vou devagar, pois a pressa já me fez tropeçar algumas vezes e o homem a quem a dor não educa, será sempre uma criança, sabias palavras de Niccolo Tommaseo.

Vejo que hoje tenho a chance de torna este dia memorável e assim como grão a grão a galinha enche o papo, eu também um dia após outro vou agregando valores cruciais para minha vida e também nas vidas das pessoas ao meu redor e assim viver uma vida que vale a pena ser vivida. Pois, toda influencia positiva que se aplica a mim também se aplica aos outros.

Vou lutar para fazer a diferença, e realizar os meus sonhos e assim provar que é possível, basta ir a luta. Vou encarar as minhas diversas adversidades como novas oportunidades e encarar elas sem medo.

Se eu fracassar?

Sem problemas, vou tentar de novo, pois o sucesso não é o destino e sim a caminhada.

Se eu me perder?

Também não tem problemas, vou recuar e reencontrar o caminho e se precisar tenho as pessoas que me amam e que também amo como referência para voltar aos eixos.

Decide ver cada problema como uma oportunidade (clichê), mas a vida é clichê. Não vou mais esperar por momentos certos e sim criar momentos certo, vou eliminar o acaso, o que depender mim, vai acontecer.

Como hoje sou a consequência do que fiz e fui ontem, então amanhã serei o resultado do que sou e faço hoje, então vou fazer o meu melhor.

Se eu posso e estou conseguindo, você também pode. vamos juntos alterar a matemática e fazer a equação 1+1=3.

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Álvaro C. Adriano

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