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Os 7 princípios que norteiam a minha vida.

Há algum tempo, percebi que estava muito insatisfeito comigo mesmo e que meus atos não estavam me levando a lugar algum. A vida estava a perder a graça e as coisas que eram coloridas na infância e adolescência estavam dia após dia mais sem cor.

Então vi que precisava mudar o rumo das coisas, mas como mudar o rumo das coisas quando não se tem certeza de onde se quer ir? Ou ainda, quando se acha que os recursos são insuficientes ou incapazes de tornar os sonhos em realidade? Ou mesmo como ter certeza de que os teus sonhos são teus e não frutos de artifícios de publicidade ou manipulação social?

Como fugir da corrida dos ratos?

Pensando nessas perguntas, decidi seguir a lógica de Albert Einstein que diz: “Se tivesse 1 hora para salvar o mundo, passaria 59 minutos definindo o problema e 1 minuto procurando soluções”.

Então me foquei no entendimento do problema e o resultado foi uma mudança nos princípios que norteiam o meu cotidiano, que compartilho aqui:

1. Sei dos outros apenas o que eles querem que eu saiba.

Sabe aquela situação que alguém te conta uma história pessoal que te leva a querer saber mais sobre a pessoa? Sobre coisas das quais ela não falou, propositalmente ou não. Por diversos motivos, que vão desde gentileza a mentira, ou mesmo para parecer mais divertida e descolada?

Então, literalmente mato esse tipo curiosidade me perguntando: preciso mesmo saber? E porquê?

E a resposta é quase sempre não. Assim me limito a acreditar no que dizem, concentrando todos os meus esforços, atenção e tempo em mim. E não nos outros, que quase sempre me mostram o que não são.

2. Me informo pouco sobre coisas negativas

Como disse Mário Sérgio Cortella, “o importante é saber o que importa”. Hoje entendo que eu não preciso saber tudo, apenas o essencial, pois a grande quantidade de informação a que sou exposto tem um impacto direto na minha vida. E como o modelo de sucesso no jornalismo é de caça desgraça, autêntico sistema de magnetismo negativo, onde as notícias são as atrocidades, a violência, ou qualquer coisa ruim que possa atrair e manter atenção, tornando assim nossas vidas um verdadeiro depósito de lixo mental. Então não pensei duas vezes e parei de me informar e de assistir TV.

Quando parei com as informações muita negatividade sumiu da minha vida. Por que parei de me expor ao que chamam de informação.

3. Não me comparo a ninguém

Desde que me entendo como gente, aprendi a buscar no outro o motivo para ser eu. Mas de repente isso já não fazia sentido. Não me achava igual a ninguém que conheço, pois o que as pessoas me mostram são apenas fotografias de momentos e não como elas de fato são. Até porque a maior parte das pessoas não sabe o que é.

Então parei de me comparar com os outros e comecei a olhar mais para mim. Não no umbigo, mas bem além.

Comecei a valorizar mais minha história, a aprender com os meus erros e a me policiar para não os repetir. Quando percebi estava realmente sendo eu. Estava me conectando mais, me relacionando melhor, e entendo meus medos e sonhos. Claro que ainda tenho muito a aprender e a viver.

4. Tiro um tempo para ficar sozinho

Bem, tirar um tempo para ficar sozinho é talvez a coisa mais difícil nos dias de hoje. Já que com o atual estado de conectividade (internet) estar fisicamente sozinho não significa estar só.

Então para eu realmente conseguir ficar sozinho, optei por praticar esportes de intensidade, como longas corridas, musculação com o peso do corpo ou mesmo yoga, em que começo contando as passadas, ou as flexões ou ainda os agachamentos, sempre associado ao controle da respiração e sem perceber acabo ficando horas focando a atenção no encontro entre corpo e mente.

Outras vezes apenas chego em casa e pratico a arte milenar do nadismo ou a arte de fazer nada. Sabe estar ocupado fazendo nada? Sem ouvir música ou assistir seriado, nem tão pouco mexer no celular ou no PC? Então.

Como isso é renovador.

5. Recompenso-me a cada conquista

Durante boa parte da minha vida, estive a espera de grandes conquista para me recompensar ou comemorar.

Como as grandes conquistas não vinham, quase nunca me recompensava, o que fazia me sentir profundamente fracassado e consequentemente infeliz, e pior, me focava excessivamente no futuro e não vivia o presente, que quando virava passado não me orgulhava dele também.

Então, comecei a me recompensar por pequenas conquistas, comemorar por pequenos resultados e isso aumentou a frequência das recompensas e consequentemente a minha autoestima, que hoje anda em alta.

Outro resultado deste princípio é que cada vez mais conheço pontos fortes que antes nem imaginava ter.

6. Chega de instrução: comecei a me educar

Depois de terminar a faculdade, percebi que não era educado e sim instruído ,homem transformado em máquina lógica, que o que acreditava ser educação era instrução e todo o meu processo de aprendizado, na verdade era processo de instrução. Pior, percebi que estava extremamente escolarizado, que era hora de me desescolarizar e passar a me educar.

Era o momento de buscar o conhecimento que não está preso a rótulos sociais e nem a títulos acadêmicos, do conhecimento que talvez não fizesse ciência, mas que era a base da sabedoria. Aquele que não se encaixa no sistema mercantil, por ser profundo, nem nas políticas rezas governamentais, por dificuldades de mensuração e desconstrução do poder.

E nesta busca estou, até então.

7. Princípio dos meios de pagamentos

Finalmente, percebi que apesar de ter existido várias moedas ao longo da história da humanidade, as coisas sempre foram pagas com “o tempo”. Tempo de trabalho para se conseguir recursos para com eles adquirir ou ter acesso ao que se deseja.

tempo é vida, e a vida que se dá para alguém não se recebe de volta. Então dinheiro nenhum vale uma vida, apesar de que atualmente somos todos uns dados estatísticos, facilmente convertidos em dinheiro e chamados de PIB (Produto Interno Bruto).

Ao entender isso, me tornei mais consciente e menos consumista, pois, em resumo, cada coisa que compro é parte da minha vida que perco.

Ou como elucidou bem o Will Smith em sua famosa frase:

“Muitos gastam dinheiro que ainda não ganharam, comprando coisas de que não precisam, para impressionar pessoas de quem não gostam.”

Que completo dizendo a minha vida eu escolho a quem dar, “tem de merecer”.

Parece louco, mas assim é a vida tida como moderna.

Bem, estes são os princípios que atualmente são os meus guias. Quero saber quais são os teus?

Gostou? Clica no coração, se não diga por que, comente e compartilhe que não cobro nada “risos”.

Álvaro C. Adriano

Obrigado!

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