Falha

O pior tipo de falha não é quando as coisas não dão certo. Não é quando o que você tanto espera acontece de outra forma. Não é quando o equipamento quebra ou a companhia falha contigo. Nem quando alguém não cumpriu o prazo prometido e isso te prejudicou. O pior tipo de falha é a que você sabe que aconteceu porque você não foi tudo que poderia ser. Sim, ser e não fazer.

Às vezes pensamos ter boas desculpas que justificam nosso comportamento e nossas escolhas. Podemos “convencer ” nosso coração e nossa alma dizendo a nós mesmos que fizemos tudo que podíamos naquelas circunstâncias, e, em alguns casos, isso é até verdade. Mas, em algumas situações específicas, estamos apenas tentando mentir para nós mesmos — e sabemos disso. Nós sabemos que poderíamos ter feito muito mais.

Falhamos não dando 100% de nós. Falhamos quando assumimos que nós não somos “bons o suficiente” e, pronto, isso não irá mudar. Pior: nos convencemos que os outros deveriam aceitar isso também! É a “síndrome de Gabriela”: eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim. Mas, vem cá, estamos sendo realistas ou só estamos confortáveis na nossa autocomiseração?

Esse texto foi escrito originalmente em inglês. É estranho, porque não é minha língua nativa. Mas sempre escrevo em inglês quando escrevo para mim mesma. Sabe o velho “diga a si mesmo o que você diria a outros” ou “tome os seus próprios conselhos”? Pronto. Faço isso quando estou tão frustrada comigo mesma ao ponto de querer me dar um tapa e gritar: ACORDE!

Eu não sei se tenho o que você chamaria de “alta auto-estima” — também não tenho uma tão baixa, porque, graças, já passei dessa fase. Mas eu conheço meus defeitos talvez melhor que conheço minhas qualidades. E eu sei que um dos piores que carrego é, vez por outra, vir com essa bendita “pena de mim mesma” — ridículo né? A tal autocomiseração é uma das características mais autodestrutivas que você pode ter.

Funciona assim: Eu assumo na minha cabeça que não consigo fazer algo porque eu sou assim ou assado e, ao invés de me esforçar para mudar, eu aceito a derrota. Afinal, tadinha de mim. Não sou esperta o suficiente, ou rápida o suficiente ou *insira a qualidade aqui* o suficiente.

Novamente: é ridículo. Chega a ser risível quando se percebe. O medo e a autocomiseração andam assustadoramente próximos. Comumente, um se disfarça do outro. E uma vez que você abre espaço pra essa dupla… Você se vê preso. Travado. Refém. O tempo que você perde só aceitando que não consegue é tão grande que você poderia fazer duas vezes o tal projeto se tentasse de verdade. Mas é “mais fácil” assumir a derrota porque requer menos esforço…

Então, pare. Ninguém sabe de tudo, nada vem sem esforço e ninguém chegou onde chegou por obra do acaso. Dentro de você tem um mundo inteiro de possibilidades. Confie nisso e vai na fé.

Já pensou o tanto de coisa que pode acontecer? ;)

O preço para ser confiante é abraçar as inseguranças. (Laura Souguellis)
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