Intensidade vazia

Sentei no computador, peguei a folha com as informações, abri o site e comecei a digitar os dados no formulário. Os olhos no papel e os dedos no teclado.

Apenas três campos. Okay, pronto. Olhei pra tela e… nada. O cursor não estava no campo certo, então, o que eu digitei foi pro limbo. Inútil.

Coisa besta, eu sei. Mas me lembrou da premissa, que nos últimos dias me tem sido constantemente lembrada: não coloque a sua intensidade onde não tem nada.

Somos — e por somos me refiro a essa geração de jovens adultos — famosos por estar vivendo em ritmo acelerado. Queremos fazer tudo ao mesmo tempo, temos mil amigos virtuais e as mais variadas redes sociais (principalmente se você for como a que vos escreve).

Somos impetuosos — e isso até é uma virtude. Mas constantemente nos leva a investir tempo, preocupação, suor e lágrimas em coisas vazias. Ou projetos que são abandonados logo. Pensamos hoje, começamos amanhã, dando tudo que temos... Até perceber que não deu em nada, porque o cursor não estava no lugar certo.

Isso vale para projetos pessoais, relacionamentos, trabalho… Acredito que todo mundo já passou/passa por isso em alguma área.

E pensar que tudo pode ser evitado com um pouco mais de consciência, um pouco mais de tempo pra pensar, um conselho.

Dia desses, depois de um dia de decisões e trabalho, deitei a cabeça no travesseiro, às duas da manhã, e comecei a costumeira oração. Mas parei só no pensamento, porque uma percepção me atingiu: Deus, eu não te perguntei nada hoje. Em meio a todas as decisões e projetos, nem sequer uma vez eu parei e perguntei o que Ele achava.

Aos que não acreditam em Deus, tudo bem, mas pra mim é algo importante. E é incrível como teimamos em querer quebrar a cara por não querer ouvir, por não consultar quem sabe mais (seja Deus, seja seus pais, seja algum mentor…), por não esperar 24 horas para ver se a versão do que você tem na cabeça agora não é só um surto de cansaço — ou é até uma boa ideia, mas que pode ser melhorada.

Então, desacelere um pouco. Em vez de tentar fazer tudo, se pergunte ao menos por que.

Acredite, quando você começa com porquês, descobre mais sobre si do que imagina.

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