The talk


- Senta aí.
- Não dá agora, tô ocupada, tem tanta coisa pr…
- Senta. A gente precisa conversar. Você sabe.
*suspiro*
- Okay. *puxa a cadeira e senta* Que foi?
- Cadê nossa paz, hein? Por que você não se aquieta?
- Achas mesmo que eu não estou tentando? Mas não consigo. Toda vez que paro pra pensar nisso… eu me agito. Dá aquela dorzinha — você sabe qual, aquela que parece um nó no coração. Na hora, só quero sair correndo.
- Mas a gente não pode…
- Eu sei, eu sei… Só que… Caramba, isso é muito ruim (a situação). A gente precisa mesmo falar disso?
- Você sabe que sim. Precisamos encarar os fatos: nos decepcionamos — e sabíamos que era bem capaz disso acontecer. Já começou tudo meio louco… A gente sabia que tinha algo de errado. Mas preferiu ignorar e deu no que deu.
- Mas precisava ser assim?!
- Não. Quer dizer, sei lá… Claro que eu não queria que fosse assim também, mas a gente precisava aprender a lição.
- Igual a pancada na prateleira? *risos*
- HAHAHAHAHA Tinha que lembrar disso né?
- Claro, como a pessoa bate DUAS vezes a cabeça na MESMA prateleira, num intervalo de meia hora?!
- Bem, pelo menos nunca mais vou esquecer que ela está lá (o galo ainda não sumiu completamente…).

Mas sim, igual a prateleira: teve que machucar — mais de uma vez — para lembrar que o território é perigoso.

- *enxuga uma lágrima*
- Ei, eu sei… Tá doendo aqui também… Mas confia tá? Lembra que Ele tá cuidando da gente. E mais cedo ou mais tarde a dor vai passar… Nós vamos nos acostumar com isso…
- Dói só de pensar…
- Mas tá doendo um pouco menos já. E daqui a pouco, cicatriza.
- É, tem razão.
- Calma tá? Sabe que quando você se agita é quase impossível eu também não ficar aflita.
- Eu sei, desculpa. Confiar nEle que vai tudo se acertar… e acalmar.
- Vai sim :) Agora, simbora porque temos que cuidar na vida!
- Ok!
- Tchau, alma. Sempre bom parar pra conversar contigo.

“Puxa uma cadeira minh’alma que eu quero te perguntar
Por que me roubas a calma, me botas tristeza no olhar?
Vamos fazer um acordo: vida tranquila viver
Lembrar daquilo que o mestre falou:
A minha graça te basta.” ♫
(Acordo — Stênio Marcus)

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.