A derrota é o episódio mais humano do futebol

A derrota é o episódio mais humano do futebol.
O olhar fica perdido, vagando, procurando um sentido, tentando se agarrar a razão.
A derrota nos devolve ao corriqueiro, nos lembra que somos apenas humanos.
É o voo de Icaro, que na ânsia de voar cada vez mais alto, esquece as instruções mais primárias.
Mas também existe algo de belo nas derrotas.
Ontem, depois de Barca 3 x 1 Pianinho, eu vi homens chorando.
E mais do que a tristeza pelo revés, eu vi o amor pelo que fazem e pelo que acreditam.
Haverá alguma forma de recompensá-los.
Haverá alguma forma de transformar toda essa vontade e garra em um título de campeão.
Talvez esse dia demore, talvez seja amanhã.
Então, sosseguem!
Em algumas décadas estaremos todos mortos.
Nem todos os sonhos se realizarão.
Mas é quase certo que em algum lugar, as lembranças de hoje seguirão vivas.
Do pedido de Rodolpho para manter o grupo unido a conversa com um velhinho que se encantou pelo mundo quando viu o Pianinho jogar.
Ficamos mais reflexivos e até mais emotivos.
E isso só nos mostrou que o desejo de ganhar os jogos do CCHLA ainda está vivo.
Hoje a nossa derrota é o monstro que a gente imagina viver embaixo da cama, quando criança.
Um dia a gente descobre que não existe monstro nenhum e se liberta do medo.
E viver e jogar sem medo é um título que esse time já conquistou.
