Desculpe o transtorno, mas preciso falar do Pianinho

Eu o conheci na UFRN….

Essa frase pode parecer romântica se você imaginar alguém debatendo a atual conjuntura política e o impacto na mídia brasileira em uma sala sem ar condicionado do Labcom (laboratório de comunicação do Departamento de Comunicação).

Mas a UFRN em questão era uma resenha pós-bolsa com uns amigos…

Discutíamos tudo, menos comunicação.

Meus amigos jogam futebol…

Neymar joga futebol…

Eu não jogava, mas fazia as vezes de comentarista esportiva nas horas vagas.

Ele estava lá.

Com seu uniforme amarelo degradê e as marcas do futebol moleque…

Nunca vou me esquecer: a música que tocava era “Nas grades do seu coração”, do Grupo Revelação.

Quando a bola rolava, os jogadores davam a alma em campo…

Trombavam com o adversário, xingavam o juiz, iam para a torcida.

O esquema tático ofensivo e o treinador aos berros mostravam que só a vitória interessava e, mesmo que ela não viesse, o grupo estava unido e focado…

Foi paixão à primeira vista.

Passei algumas madrugadas conversando com jogadores aposentados para saber mais informações sobre o time…

Buscava alguma forma de levar essa história para mais pessoas.

Falei com o chefe para que abrisse uma brechinha em seu programa diário na Rádio Universitária e comentasse sobre a rodada do final de semana dos Jogos do CCHLA…

Era só uma desculpa para transformar o Piano neste time que o Brasil aprendeu a amar.

O mata-mata começou e para mim parecia que a vida começava ali…

Fiz vários amigos novos, conheci jogadas malandras, vi disputas de pênaltis, jogadores em plena forma física, escrevi crônicas, enfim, presenciei o auge do verdadeiro futebol…

Dos dez gols que mais gostei 7 foram de Kieza, 3 de Álvaro e todos com passe de Rodolpho.

Aprendi com o Pianinho o que era Mim Acher, Descubra e Decreto e outras palavras que talvez algumas pessoas não entendam se não acompanham o COMENTARISTA ESPORTIVO Alexandre Oliveira…

Um dia o time foi eliminado.

No campo e na quadra…

Não foi fácil.

Chorei mais do que no fim do Exaltasamba ou quando Didico perdoou as pessoas ruins…

Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento:

“Ouvi sua crônica sobre o julgamento do menino Kieza! O time nem ganhou, né?”

Mas a verdade é que não precisa de título, eu penso…

Levo o Pianinho para sempre comigo.

Essa semana vesti a camisa do Piano…

Achei que fosse chorar, tamanha a emoção.

Mas o que me deu foi uma felicidade profunda de poder amar um clube independente da campanha que ele faça…

E ter esse sentimento documentado em crônicas, textos e comentários ao vivo.

Se falta alguma coisa?

Descubra…

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