COMÉRCIO
O comércio na Deep Web é uma das atividades que mais ocorrem na rede. Protegidos pela invisibilidade que a rede oferece, os vendedores e compradores aproveitam para venderem e consumirem o que quiserem: todo tipo de produto, independente de sua legalidade. “Por exemplo, um mercado geral, no qual normalmente compram-se drogas, podem vender outros itens, como software, livros, ou ferramentas — já vi venderem um maçarico lá. Ele (o mercado de vendas) pode ocorrer por duas razões: anonimato, dispensando deixar seus dados em um serviço da surface ou abolição de taxas, já que o Bitcoin não é taxado.”, relatou Natanael Monteiro, usuário da rede e produtor de conteúdo para o canal do YouTube Fábrica de Noobs.
Apesar do comércio de drogas ser o mais forte por lá, cibercriminosos e espiões também oferecem seus serviços, e, ainda, tem gente que garante fazer trabalhos acadêmicos sobre qualquer assunto, sem copiar de lugar algum. Algumas das coisas mais “diferentes” que os usuários da undernet com quem conversamos contaram terem visto à venda estão: uma lista de e-mails canadenses para mandar spam, 500 curtidas no Facebook e até uma conta vitalícia na Netflix por pouco mais de 20 reais.
Na Deep Web, a Bitcoin é uma das formas aceitas como pagamento. Então, o usuário compra, vende, aposta em Bitcoin e até pode minerá-la, se souber o fazer.
Bitcoins — ou criptomoeda — é a moeda virtual utilizada não só na undernet, mas também na internet da superfície. Comprada com dinheiro de verdade, ela só pode ser trocada dentro da rede, seja via computador ou smartphone. Como nenhuma instituição financeira controla a criptomoeda, seu preço varia de acordo com a lei da oferta e procura: quanto mais pessoas procuram bitcoins, maior será seu valor. Para conseguir unidades dessa moeda, é preciso comprar de outras pessoas que estejam vendendo — já existem mercados especializados nessas transações no mundo inteiro — ou roubá-las por meio de hacks, como já foi citado anteriormente. Mas isso é ilegal, um crime virtual.
