Para todos os viajantes do Cabe na Mala

Ana Paula Lessa
Mar 25, 2019 · 3 min read

Em 2016, eu — Ana Paula Lessa, Co-fundadora do Cabe na Mala, escrevi um post explicando o que aconteceu com a empresa. Enquanto Pessoa Jurídica, nós recebemos uma intimação da Receita Federal solicitando os dados de todas as transações ocorridas através do site. Em decorrência disso descobrimos um processo sigiloso com fins penais no Ministério Público Federal. Não demorou muito e fomos chamadas para depor na Delegacia de Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Lá fomos recebidas pela Delegada do caso, que foi super receptiva, nos parabenizou pela ideia e execução, e que era uma pena estarmos em um país em que não se apoia o empreendedorismo e seus atores como deveria. Ali foi esclarecido que a ideia surgiu quando ainda estávamos na faculdade e também que recebemos investimento do próprio Governo, o que a delegada afirmou ser suficiente para o arquivamento do caso, uma vez que encerramos as atividades assim que recebemos a notificação de não concordância.

Pois bem, em Dezembro de 2018, quando achávamos que o caso já havia encerrado pelos esclarecimentos prestados, fomos surpreendidas com uma nova intimação por outros auditores fiscais solicitando novamente as mesmas informações. Eu estava residindo fora do Brasil e mantive o contato com eles por email, sempre solícita, e disposta a colaborar. Contudo, os auditores resolveram intimar também os viajantes do Cabe na Mala, solicitando os comprovantes de recebimento das recompensas de cada um. Informação que nós já havíamos passado, antes mesmo deles intimarem os viajantes.

Ainda não se sabe o próximo passo que eles vão dar, nem o porquê da reabertura do caso, se eles só querem cruzar os dados, fazer um estudo para o País, se querem que os viajantes se voltem contra nós, já que eles foram bem provocativos na intimação ao incitar que o próprio Cabe na Mala forneceu as informações, ou se é uma forma de conscientizar o viajante para atividades futuras, etc. Fato é que se eles quiserem taxar alguma coisa, eles vão ter que taxar Facebook e seus grupos, Mercado Livre e seus revendedores, dentre outras plataformas, que fazem a operação sem nenhum tipo de controle. Enquanto no Cabe na Mala, só podia ser feito pedidos de produtos que estavam no nosso catálogo, e os mesmos eram trazidos dentro das regras da Alfândega e seus limites. Inclusive, reforçávamos tudo na comunicação do site e nos emails para os usuários.

A todos os viajantes, em especial aos que receberam a intimação, meu sincero lamento pela situação desagradável. Estou fazendo o possível para que isso se resolva logo: mandando email e ligando para DPF para o agendamento de uma reunião. Os manterei informados. Me coloco a inteira disposição para qualquer informação adicional que vocês precisem, datas dos depósitos, etc. Saibam que os dados não foram fornecidos de maneira ingênua, inconsequente ou sem orientação de um especialista. Como diz o ditado: “quem não deve, não teme”, e basicamente, essa foi a orientação, cooperar com as informações que estão sendo solicitadas para que o caso seja encerrado.

Aos viajantes que não foram intimados, esperemos que não seja preciso, agora que estou no Brasil e estou agendando uma nova visita a DPF para entender as intimações aos viajantes e os próximos passos. Conto com a ajuda de vocês para compartilharem o post para que a informação chegue a todos os viajantes e possamos nos unir. Obrigada!

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